Após o voto da ministra Cármen Lúcia pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro na chamada trama golpista, o senador Flávio Bolsonaro fez publicações nas redes sociais acusando Alexandre de Moraes de transformar o STF em um “grande teatro” e de usar a Corte para se vingar do pai. A Primeira Turma do Supremo já formou maioria pela condenação de Bolsonaro e outros sete aliados.

'Moraes transformou o STF num grande teatro', afirma Flávio Bolsonaro após voto de Cármen Lúcia
'Moraes transformou o STF num grande teatro', afirma Flávio Bolsonaro após voto de Cármen Lúcia

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu com críticas duras à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que formou maioria para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na chamada trama golpista. Após o voto da ministra Cármen Lúcia, nesta quinta-feira (10), o filho do ex-presidente publicou duas mensagens no X (antigo Twitter) acusando o relator Alexandre de Moraes de promover um “justiçamento” e transformar a Corte em um “grande teatro”.

Em um dos posts, Flávio afirmou:

“Carmem Lúcia não individualiza UMA ÚNICA conduta de ninguém, não cita UMA prova de absolutamente nada.
Pessoas que não se conhecem e nunca se falaram passaram a integrar uma organização criminosa.
Discurso virou prova de premeditação.
Narrativas viraram fundamento jurídico.”

Na sequência, ele fez nova publicação, desta vez atacando diretamente Moraes:

“Alexandre de Moraes acaba de provar que transformou o STF num grande teatro e usou a caneta para se vingar de Jair Bolsonaro.
A mais alta Côrte do Judiciário está fazendo um justiçamento com as próprias mãos em praça pública.”

Maioria dos votos

A Primeira Turma do STF consolidava maioria pela condenação de Bolsonaro e outros sete réus por organização criminosa, golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, abriu o voto pela condenação, sendo acompanhado por Flávio Dino e Cármen Lúcia. Luiz Fux divergiu, votando pela absolvição de Bolsonaro.

Ainda falta a definição das penas, a chamada dosimetria, que deve ocorrer nesta sexta-feira (12). As punições podem variar conforme o grau de participação de cada réu.

Além de Bolsonaro, também foram condenados Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Mauro Cid (ex-ajudante de ordens da Presidência), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil e candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022).

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