A cantora Claudia Savaget morreu aos 78 anos, deixando uma trajetória marcada pela elegância vocal e por uma discografia construída com cuidado ao longo de três décadas. Natural de Petrópolis (RJ), a artista ficou conhecida pelo timbre grave e pela interpretação sofisticada de grandes compositores da música brasileira. Com cinco álbuns lançados entre 1974 e 2004, Claudia reuniu em seu repertório obras de nomes como Chico Buarque, Cartola, Dorival Caymmi e outros grandes representantes da MPB.
A cantora Claudia Savaget morreu aos 78 anos na segunda-feira (13), conforme comunicado divulgado pelo marido da artista, o violonista Luiz Otávio Braga. A causa da morte não foi informada pela família.

Claudia Savaget durante entrevista com a música de: história pública da música do Brasil com (Foto: reprodução)
Natural de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, Claudia iniciou sua trajetória musical na boate Clube 85, onde começou a construir uma carreira marcada pela sofisticação e pelo talento vocal.
Ao longo de aproximadamente três décadas de atuação, a cantora lançou cinco álbuns e conquistou reconhecimento pela voz grave e pela escolha cuidadosa de seu repertório, deixando uma importante contribuição para a música brasileira.
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Primeiros trabalhos revelaram talento
A trajetória musical de Claudia Savaget foi marcada desde o início por escolhas refinadas e interpretações de grandes compositores brasileiros. Em seu primeiro álbum, “Impacto”, lançado de forma independente em 1974, a cantora já demonstrava sua identidade artística ao reunir no repertório obras de nomes como Chico Buarque, Edu Lobo e Torquato Neto.
Quatro anos depois, em 1978, a artista lançou “Samambaias”, trabalho que manteve a linha sofisticada de sua discografia. O disco trouxe novamente composições de Chico Buarque, além de uma música de Dorival Caymmi e a faixa que dá nome ao álbum, assinada por Maurício Tapajós e Hermínio Bello de Carvalho.
Entre as músicas do projeto, destacou-se a interpretação de “Maninha”, de Chico Buarque, gravada por Claudia como uma homenagem à irmã, que havia sido presa durante o período da ditadura.
No ano seguinte, a cantora apresentou “Mordida ou beijo” (1979), álbum que recebeu o título inspirado na canção “Sofrer”, parceria de Paulinho da Viola e José Carlos Capinan.
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Quarto álbum reforçou identidade musical
Em 1985, Claudia Savaget lançou o quarto álbum de sua carreira, que levou o próprio nome da artista e reforçou a qualidade de seu repertório. No trabalho, a cantora interpretou novamente uma composição de Chico Buarque, “Eu te amo”, parceria com Antonio Carlos Jobim, além de incluir uma obra de Cartola, “O que é feito de você”.
A relação da cantora com a música de Cartola ganhou destaque ao longo dos anos. O sambista chegou a elogiar publicamente a voz de Claudia durante a década de 1970, reconhecendo o talento e a personalidade artística da intérprete.
Com as mudanças no mercado musical a partir dos anos 1980, artistas da MPB com estilos mais autorais e vozes marcantes passaram a enfrentar novos desafios. Diante desse cenário, Claudia acabou se afastando dos palcos por um período, retornando posteriormente com o álbum “Caminhando”, lançado em 2004.
A cantora deixou como legado uma discografia composta por cinco trabalhos cuidadosamente construídos, marcados pela elegância vocal e por interpretações que preservaram a essência da música brasileira.
Marido de Claudia Savaget se pronuncia
O marido de Claudia Savaget comunicou a morte da cantora nas redes sociais, informando que a artista faleceu aos 78 anos.
“Comunico aos amigos e amigas da minha amada Cláudia o seu desaparecimento, ontem, às 17 horas, depois de longo padecer”, disse Luiz Otávio Braga, no começo do comunicado.
Na homenagem, ele destacou a importância da intérprete para a música brasileira e relembrou que a cantora era admirada por Cartola, que chegou a apontá-la como sua intérprete favorita. Segundo ele, a voz marcante de Claudia deixa uma grande ausência no cenário da música popular do país.

Marido de Claudia (Reprodução/Redes Sociais)
Nos comentários da publicação, a filha do casal Iracema Fiani se despediu da mãe: “Te amo incondicionalmente, pra sempre, mãe”.
O velório da artista será realizado no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, com a cerimônia de despedida marcada para a manhã seguinte. Após a homenagem, o corpo seguirá para a cremação.
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