Aruna Rodrigues, uma das gêmeas siamesas separadas em cirurgia realizada em Goiânia, morreu na véspera de Natal após complicações infecciosas. A irmã, Kiraz, havia falecido em maio. Segundo o hospital, Aruna teve complicações respiratórias, infecção viral e morreu em decorrência de choque séptico. O caso mobilizou o país pela complexidade e raridade.

Morre Aruna Rodrigues, segunda gêmea siamesa separada da irmã em cirurgia em Goiânia - Foto: reprodução/redes sociais
Morre Aruna Rodrigues, segunda gêmea siamesa separada da irmã em cirurgia em Goiânia - Foto: reprodução/redes sociais

A segunda gêmea siamesa de São Paulo, Aruna Rodrigues, faleceu na tarde desta quarta-feira (24), véspera de Natal, após meses de tratamento médico. A morte foi confirmada pelo médico Zacharias Calil, responsável por acompanhar o caso das crianças. A irmã, Kiraz Rodrigues, havia morrido em maio deste ano, pouco tempo após a cirurgia de separação realizada em Goiânia (GO).

Em publicação nas redes sociais, o médico lamentou a perda e destacou a longa batalha enfrentada pela criança e pela família. “Foram meses de luta, de esperança, de recaídas e incertezas. Hoje, Deus resolveu aliviar o sofrimento de Aruna e a levou para perto de sua irmã, Kiraz”, escreveu Calil, ressaltando a mobilização e as orações de milhares de pessoas que acompanharam o caso.

O pai de Aruna também se manifestou por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, afirmando que a causa da morte foi uma infecção. Segundo ele, a filha havia passado por diversos procedimentos e cirurgias e conseguiu superar etapas difíceis do tratamento, mas não resistiu após deixar a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Infelizmente, ela não superou essa última”, lamentou.

Em nota oficial, o Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad) informou que Aruna apresentou complicações respiratórias graves e precisou ser internada na UTI. No local, foi diagnosticada com uma infecção viral e, apesar de todos os esforços da equipe médica, morreu às 15h51 em decorrência de um choque séptico.

Aruna e Kiraz tinham 1 ano e seis meses e nasceram ligadas pelo tórax, abdômen e bacia, em um caso considerado raro pela medicina. A cirurgia de separação foi realizada no Hecad e durou cerca de 19 horas, tendo início no dia 10 de maio e sendo concluída no dia 11. O procedimento envolveu uma grande equipe multidisciplinar e mobilizou profissionais de diferentes áreas da saúde.

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