A família do jovem pugilista Arturo Gatti Jr., encontrado morto em 8 de outubro, afirmou que o caso é investigado como homicídio no México. Filha do lendário boxeador Arturo Gatti, Sofia divulgou nota e arrecadação online para custear perícias e ações legais internacionais.
A irmã do pugilista Arturo Gatti Jr, de 17 anos, encontrado morto no dia 8 de outubro, Sofia Gatti, afirmou por meio de comunicado que a morte do irmão é investigada como assassinato. A nota foi publicada na página de arrecadação GoFundMe.
O jovem lutador seguia os passos do pai, o lendário boxeador canadense Arturo Gatti, que faleceu em 2009, mas foi encontrado morto no apartamento no México onde morava com a mãe, a brasileira Amanda Rodrigues.
Investigação de homicídio
Na ocasião, a Associação Mundial de Boxe (WBA) não confirmou o motivo da morte do garoto. Desta vez, a família recebeu documento, enviado por autoridades mexicanas, de que o caso é investigado como homicídio.
“Recebemos documentação das autoridades indicando que o caso está sendo investigado como homicídio”, disse Sofia. “Medidas legais e investigativas” entre México, Canadá e Estados Unidos seguem na busca de desvendar o suposto crime.
A campanha realizada pela família do pugilista já arrecadou mais de US$ 27 mil, e busca alcançar US$ 45 mil para a sequência das investigações. O valor está sendo utilizado para quitar pagamentos com advogados, viagens e perícias independentes, além de análises forenses, exames toxicológicos e de impressões digitais.
Prima de Arturo Gatti Jr., Versace Gatti afirmou em suas redes sociais que a família permanecerá lutando “até que a justiça seja feita”.
Mortes de pai e filho
Segundo investigação, o corpo de Arturo Gatti Jr. teria sido encontrado dentro do apartamento por um vizinho, ainda em estado de choque.
Arturo Gatti, bicampeão mundial de boxe, em 1995 e 2004, foi encontrado morto por Amanda, em um apartamento alugado onde passavam férias em Porto de Galinhas (PE), em 2009, junto da esposa e do filho, que à época tinha 10 meses.
A morte do pugilista abriu espaço a diversas interpretações, incluindo de suicídio a assassinato, inclusive com a parceira entre as suspeitas, resultando na prisão de Amanda por 18 dias, até ser absolvida.
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