A Polícia Civil de São Carlos, no interior de São Paulo, investiga a morte de Ana Paula de Oliveira, de 45 anos, cadeirante desde a infância, encontrada enrolada em um lençol às margens da rodovia SP-215, na última sexta-feira (17). O corpo foi achado entre lixo e entulho, nos fundos do bairro Presidente Collor.
Segundo familiares, Ana Paula havia desaparecido três dias antes e era conhecida por ser independente, apesar da deficiência.
A cadeira de rodas e o celular da vítima não foram localizados, o que reforça a suspeita de homicídio. A família cobra justiça e afirma que ela não teria condições de se deslocar ou se enrolar sozinha.
O caso foi registrado como morte suspeita e é apurado pelo 2º Distrito Policial de São Carlos.
A Polícia Civil de São Carlos, no interior de São Paulo, apura as circunstâncias da morte de Ana Paula de Oliveira (foto em destaque), de 45 anos, cadeirante desde a infância, encontrada sem vida na manhã de sexta-feira (17) às margens da rodovia Professor Luís Augusto de Oliveira (SP-215), na zona sul da cidade. O corpo estava enrolado em um lençol, entre lixo e entulhos, nos fundos do bairro Presidente Collor.
Familiares reconheceram a vítima ainda no local. Segundo uma das irmãs, que preferiu não se identificar e foi entrevistada pelo portal São Carlos Agora, Ana Paula havia desaparecido na terça-feira anterior, mas o sumiço não preocupou a princípio, pois ela costumava se ausentar por alguns dias.
“Ela tinha esse costume, sumia dois, três dias e voltava. Por isso, não procuramos a polícia logo de início”, contou.
A irmã relatou que foi avisada sobre o achado por uma sobrinha.
“Minha filha me ligou dizendo que tinham encontrado o corpo de uma mulher perto da rodovia, quase na esquina de casa. Fui até lá e reconheci minha irmã pelo cabelo e pela roupa que ela usava quando desapareceu”, disse, emocionada.
Ana Paula era cadeirante desde os cinco anos de idade, em decorrência de paralisia infantil, e havia recebido recentemente uma nova cadeira de rodas — que, junto com o celular, não foi localizada.
“Ela nunca se separava do celular. A cadeira e o telefone sumiram. A polícia precisa descobrir o que aconteceu, foi muita crueldade”, lamentou a irmã.
Conhecida por ser independente e alegre, Ana Paula morava sozinha e realizava suas atividades sem ajuda. “Ela fazia tudo sozinha, limpava, saía, pegava ônibus. Era muito comunicativa e não tinha inimigos”, disse a familiar, reforçando que a vítima não teria condições físicas de se deslocar até o local ou se enrolar sozinha.
“Aquilo foi armado. Queremos justiça.”
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa da morte.
O caso foi registrado como morte suspeita e está sendo investigado pelo 2º Distrito Policial de São Carlos. O sepultamento ocorreu no sábado (18), no Cemitério Nossa Senhora do Carmo.
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