A Polícia Civil suspeita que o delegado Ruy Ferraz Fontes, assassinado em setembro, foi morto após denunciar irregularidades em uma licitação de R$ 24,8 milhões da Prefeitura de Praia Grande. Fontes era secretário de Administração e teria identificado fraudes no contrato antes da execução. O DHPP já prendeu cinco suspeitos, entre eles um integrante do PCC, e investiga a relação entre o crime e o esquema milionário.

Foto: reprodução/redes sociais
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A Polícia Civil de São Paulo investiga se o assassinato do delegado Ruy Ferraz Fontes, morto a tiros em 15 de setembro, tem ligação direta com uma licitação de R$ 24,8 milhões da Prefeitura de Praia Grande. O contrato previa a ampliação do sistema de videomonitoramento e Wi-Fi do município, e Fontes, que atuava como secretário de Administração, teria descoberto irregularidades no processo antes de ser executado.

De acordo com o portal UOL, investigadores classificam a probabilidade de o crime estar relacionado à licitação como “nove em uma escala de zero a dez”. O pregão eletrônico ocorreu em 1º de setembro, apenas duas semanas antes do homicídio.

No fim do mesmo mês, o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) realizou buscas em endereços ligados a servidores municipais. Entre os alvos estava o então subsecretário de Gestão e Planejamento, Sandro Rogério Pardini, de 60 anos. Na casa dele, foram apreendidos R$ 50 mil, US$ 10.030 e 1.135 euros. Após a operação, Pardini pediu exoneração do cargo. Em nota, seus advogados afirmaram que ele “nega qualquer envolvimento” e está à disposição da Justiça.

Além de Pardini, outros quatro funcionários da prefeitura foram investigados, incluindo agentes e diretores de diferentes secretarias. No total, sete pessoas foram apontadas como suspeitas de envolvimento direto na execução de Ruy Ferraz Fontes — cinco foram presas, duas permanecem foragidas e uma morreu em confronto com policiais no Paraná.

Um dos detidos, Felipe Avelino da Silva, conhecido como “Masquerano”, seria integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Fontes da investigação ressaltam que Ruy Ferraz foi um dos primeiros delegados a combater a facção criminosa e chegou a prender líderes do grupo, o que o tornava um alvo histórico do crime organizado.

A Polícia Civil ainda apura se a disputa pelo contrato milionário foi o verdadeiro motivo por trás da morte do delegado. A hipótese de que o assassinato tenha sido uma retaliação por ele ter identificado fraudes na licitação é, até o momento, a principal linha de investigação.

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