A Justiça argentina retoma o julgamento sobre a morte de Maradona após anulação do processo. Médicos voltam a ser ouvidos e respondem por possível negligência no atendimento. Caso mobiliza dezenas de testemunhas e volta ao centro das atenções no país.

Maradona com a seleção argentina
Maradona com a seleção argentina

A Justiça argentina retoma nesta terça-feira (14) o julgamento que apura as circunstâncias da morte de Diego Armando Maradona, um dos maiores nomes da história do futebol mundial. Quase quatro anos após a morte do ex-jogador, o caso volta ao centro das atenções com a reabertura do processo envolvendo profissionais de saúde que o acompanhavam.

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O novo capítulo ocorre após a anulação do julgamento anterior, decisão que recolocou o caso praticamente do zero e obrigou a Justiça a ouvir novamente testemunhas e reavaliar provas já apresentadas.

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Diego Armando Maradona

A acusação sustenta que houve negligência no atendimento prestado a Maradona nos dias que antecederam sua morte. Sete integrantes da equipe médica serão julgados por homicídio simples com dolo eventual — quando se assume o risco de causar a morte —, crime que pode levar a penas de até 25 anos de prisão.

Entre os réus estão o médico pessoal Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e outros profissionais responsáveis pelo acompanhamento do ídolo argentino em sua recuperação domiciliar. Ao todo, 92 testemunhas devem ser ouvidas ao longo do processo, incluindo familiares e pessoas próximas.

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A morte de Maradona, em novembro de 2020, gerou forte comoção na Argentina e levantou questionamentos sobre as condições em que ele era tratado. O ex-jogador se recuperava de uma cirurgia cerebral quando sofreu uma parada cardiorrespiratória em casa.

Desde então, o caso passou por diferentes fases na Justiça. Como noticiado por veículos internacionais, a anulação do julgamento anterior ocorreu após a saída de uma juíza envolvida em um documentário não autorizado sobre o processo, o que comprometeu a condução da ação.

Até o momento, os profissionais acusados negam irregularidades no atendimento e sustentam que seguiram os protocolos adequados. As defesas devem apresentar novamente seus argumentos ao longo das audiências. Não houve manifestações recentes adicionais por parte dos envolvidos.

Com a retomada, o caso volta à fase de instrução, sem prazo definido para conclusão. A expectativa é que o processo se estenda por meses, diante do número elevado de testemunhas e da complexidade das acusações.

A nova rodada de audiências deve definir os próximos passos de um dos julgamentos mais acompanhados da história recente da Argentina.

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