O influenciador de direita Charlie Kirk, morto com um tiro de fuzil durante uma palestra em Utah, nos Estados Unidos nesta quarta-feira (10), já havia promovido um evento com a presença de Jair Bolsonaro em 2023. O encontro marcou a primeira participação pública do ex-presidente brasileiro nos EUA após as eleições de 2022.

Morto durante discurso, ativista de direita já palestrou para Bolsonaro
Morto durante discurso, ativista de direita já palestrou para Bolsonaro

O influenciador e ativista de direita Charlie Kirk, de 31 anos, foi morto nesta quarta-feira (10) durante um evento na Universidade Utah Valley, em Utah, Estados Unidos. Ele foi atingido por um tiro de fuzil no pescoço, disparado a cerca de 200 metros de distância, enquanto discursava para estudantes. Antes disso, Kirk palestrou para o ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, em 2o23.

Kirk chegou a ser socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. A polícia local prendeu um homem suspeito de ser o autor do disparo.

Conexão com Bolsonaro

Charlie Kirk era fundador do Turning Point USA, organização estudantil conservadora criada em 2012, que ganhou relevância entre grupos da direita americana. Em 2023, ele organizou em Miami o evento “Power of the People” (“Poder do Povo”), que contou com a presença do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro.

Na ocasião, o encontro foi a primeira participação pública de Bolsonaro nos Estados Unidos após deixar o Brasil em 30 de dezembro de 2022, logo depois de sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais.

Na abertura do evento, Kirk exaltou a presença do ex-presidente:

“O Brasil se tornou um campo de batalha-chave na luta global entre o poder popular e a tirania de uma máquina corrupta globalista. O Turning Point USA está honrado em receber o presidente Jair Bolsonaro nesta sexta-feira para seu primeiro evento público após as recentes eleições brasileiras.”

Figura de destaque na direita americana

Ao longo da última década, Kirk se tornou uma das principais vozes da direita estudantil nos EUA. À frente do Turning Point USA, aproximou-se de políticos conservadores e lideranças internacionais, incluindo Bolsonaro. Sua morte durante um discurso reacendeu o debate sobre segurança em eventos políticos e polarização ideológica no país.

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