O Ministério Público de São Paulo abriu investigação contra o dentista Fernando Simionato Garbi após a morte do influenciador Junior Dutra, que sofreu complicações após realizar o procedimento estético foxy eyes, usado para levantar as sobrancelhas.

Antes de morrer, o influenciador havia processado o profissional, alegando que ele se apresentava falsamente como médico e se recusou a fornecer o prontuário médico. O caso, que já era apurado pelo 15º Distrito Policial de São Paulo, foi encaminhado pelo MP para inquérito formal, podendo ser enquadrado como homicídio culposo.

O Ministério Público também determinou a oitiva do dentista, a apresentação de seus antecedentes criminais e a intimação da família da vítima para fornecer documentos e o prontuário médico para perícia.

Influenciador (esquerda) e dentista (direita)
Influenciador (esquerda) e dentista (direita)

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) determinou a abertura de um inquérito para investigar o dentista Fernando Simionato Garbi (imagem de destaque à direita), após a morte do influenciador Adair Mendes Dutra Junior (imagem de destaque à esquerda), conhecido como Junior Dutra, que faleceu em decorrência de complicações causadas por um procedimento estético facial.

O influenciador havia se submetido à técnica foxy eyes, que utiliza fios de sustentação para levantar as sobrancelhas e alongar o olhar. Pouco tempo depois, Junior Dutra começou a relatar fortes dores e reações adversas. Antes da morte, ele já havia processado o profissional responsável pelo procedimento.

Um inquérito preliminar sobre o caso já tramitava no 15º Distrito Policial de São Paulo, mas o MP-SP decidiu encaminhar o caso à polícia para a instauração de uma investigação formal. As informações foram divulgadas pelo portal Leo Dias.

Documento irregular

Nos depoimentos anexados ao processo, o influenciador afirmou que o dentista se apresentava como médico especialista em cirurgia da face, o que levantou suspeitas.

“Ao solicitar o prontuário médico, o réu se negou a fornecê-lo e, posteriormente, apresentou documento irregular, assinado com CRO e não CRM”, descreve um trecho da ação.

Com a morte do influenciador, o caso pode ser enquadrado como homicídio culposo (sem intenção de matar).

O MP determinou ainda que Fernando Garbi seja ouvido e que sejam requisitados seus antecedentes criminais, além de ter solicitado a intimação da família da vítima para entregar documentos e o prontuário médico de Junior Dutra, que serão usados na perícia oficial.

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