Uma mulher de 48 anos denunciou ter sido estuprada por um policial militar dentro de um posto do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), em Cabo de Santo Agostinho (PE), durante uma blitz realizada na rodovia PE-60. Segundo o relato, ela seguia em direção à Praia de Gaibu quando foi parada pela equipe policial, que alegou haver débitos no licenciamento do veículo e informou que o carro seria recolhido.

Mulher acusa policial militar de estupro durante blitz

Uma mulher de 48 anos denunciou ter sido estuprada por um policial militar dentro de um posto do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), em Cabo de Santo Agostinho (PE), durante uma blitz realizada na rodovia PE-60. Segundo o relato, ela seguia em direção à Praia de Gaibu quando foi parada pela equipe policial, que alegou haver débitos no licenciamento do veículo e informou que o carro seria recolhido.

Em seguida, o policial suspeito teria convidado a mulher a entrar no posto para “beber água”, mesmo sem ela ter pedido. Dentro de um quarto com beliches e luz apagada, ele teria cometido o abuso sexual, obrigando-a a praticar sexo oral e a ingerir água para eliminar resíduos.

A vítima deixou o local em choque e só conseguiu registrar ocorrência no dia seguinte, na Delegacia da Mulher de Cabo de Santo Agostinho. Lá, ela reconheceu o suspeito por meio de uma foto.

Já em um segundo reconhecimento, realizado no quartel da PM, afirmou ter se sentido constrangida, pois o procedimento ocorreu na presença de outros policiais e sem a privacidade adequada. Ela também relatou que os suspeitos se recusaram a fornecer material genético, e que um dos agentes envolvidos apresentou atestado médico, o que atrasou a investigação.

Policiais foram afastados

Após a denúncia, o policial apontado pela vítima e os demais que participavam da blitz foram afastados das funções operacionais, enquanto um Inquérito Policial Militar (IPM) e um procedimento ético-disciplinar foram instaurados para apurar os fatos. A Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco afirmou repudiar o ocorrido e garantiu que tomará todas as medidas cabíveis, caso o crime seja comprovado.

O caso gerou forte repercussão no estado. Entidades como o Gabinete Assessoria Jurídica Organizações Populares (Gajop) e a Ordem dos Advogados de Pernambuco (OAB-PE) cobraram uma resposta rápida das autoridades e proteção à vítima, classificando o episódio como “gravíssimo”. A advogada que a representa criticou a condução do reconhecimento presencial e disse que a forma como foi realizado mostra falta de preparo institucional para lidar com vítimas de violência sexual cometida por agentes do Estado.

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