Sarah Hartsfield, ex-sargento do Exército dos EUA, é julgada por matar seu quinto marido com insulina letal. O caso envolve histórico de relacionamentos conturbados, acusações anteriores de homicídios e conspirações, além de evidências de desprezo pelo marido. O julgamento em Houston deve durar duas a três semanas.
O julgamento de Sarah Hartsfield, ex-sargento do Exército americano, começou na segunda-feira (29) em Houston, Texas. Ela é acusada de matar seu quinto marido, Joseph Hartsfield, com uma dose letal de insulina em janeiro de 2023. A ré se declara inocente e afirma que a causa da morte teria sido um AVC.
Joseph Hartsfield, de 46 anos, estava casado com Sarah há 11 meses quando foi internado com níveis críticos de glicose. Uma enfermeira suspeitou do uso de insulina como causa da condição. A família relatou à polícia que Joseph estava preocupado com sua segurança e planejava se divorciar, temendo possíveis ações de Sarah.
O histórico de Sarah inclui ainda outros episódios graves: em 2018, ela matou a tiros o ex-noivo David Bragg em Minnesota, alegando legítima defesa, e dois anos antes seu terceiro marido denunciou suposta tentativa dela de orquestrar outro homicídio. Mensagens enviadas por Sarah a amigas antes da morte de Joseph revelam desprezo pelo marido, enquanto postagens em redes sociais após o crime mostraram aparente indiferença.
Autoridades afirmam que o perfil de Sarah é preocupante. “Ela não é a pessoa inofensiva que tenta mostrar. Basta olhar seu histórico para perceber que há um lado muito maligno nela”, declarou o xerife Brian Hawthorne. A promotoria pretende apresentar o padrão de comportamento como evidência de premeditação e risco contínuo.
O julgamento deve se estender por duas a três semanas, com ex-maridos de Sarah intimados para depor. A corte analisará provas forenses, mensagens e antecedentes criminais para determinar a responsabilidade da ré na morte de Joseph e avaliar possíveis conexões com crimes passados.
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