Connie Bobo, de 46 anos, foi acusada de fraudar um fundo beneficente para crianças nos Estados Unidos, desviando R$ 60 milhões para bancar uma vida de luxo. A promotoria afirma que ela comprou uma mansão, sete imóveis para parentes e um SUV Mercedes para o namorado. O caso, que chocou a comunidade local, expôs o uso criminoso de doações e verbas públicas destinadas à alimentação infantil.

Mulher desvia R$ 60 milhões de fundo infantil e ostenta com mansão e Mercedes para o namorado

De exemplo de filantropia a símbolo de ostentação e fraude. Connie Bobo, de 46 anos, está sendo acusada de desviar R$ 60 milhões de um fundo criado para alimentar crianças carentes no Missouri, Estados Unidos.

A empresária, que presidia o Centro de Recursos Comunitários New Heights, usava o dinheiro destinado à caridade para sustentar uma vida luxuosa, segundo a promotoria. Entre os gastos identificados estão a compra de uma mansão milionária, sete imóveis para parentes e um SUV Mercedes amarelo, que foi dado de presente ao namorado.

O caso veio à tona após o promotor assistente Jonathan Clow apresentar as acusações formais.

“Ela comprou uma mansão para si, casas para a família e uma Mercedes amarela brilhante para o namorado. Quando as mentiras começaram a ser descobertas, ela ainda usou documentos falsos para tentar encobrir o crime”, afirmou durante o julgamento, segundo o portal STL Today.

Oficialmente, Connie declarou ter gasto US$ 20 milhões (cerca de R$ 108 milhões), entre 2019 e 2022, em programas de alimentação infantil. A investigação revelou, no entanto, que mais da metade do valor foi desviada.

Funcionários denunciaram esquema fraudulento

As autoridades descobriram ainda que, além das propriedades, a empresária mantinha contas bancárias pessoais abastecidas com recursos do fundo, além de transações disfarçadas em nome de familiares. O esquema começou a ser desmantelado após denúncias de funcionários e auditorias contábeis que identificaram despesas incompatíveis com a missão social da instituição.

O julgamento segue em andamento no estado do Missouri. Se condenada, ela poderá enfrentar décadas de prisão por fraude, desvio de recursos públicos e falsificação de documentos.

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