Claudia Valéria Rissardo, de 45 anos, foi morta a facadas pelo ex-marido em sua panificadora na Cidade Industrial de Curitiba. Três dias antes, ela havia solicitado medida protetiva devido a ameaças constantes. No ataque, os três filhos também ficaram feridos. O suspeito permanece preso, e a Polícia Civil investiga o caso como feminicídio consumado e tentado.

Homem mata ex-mulher a facadas dentro de panificadora de Curitiba e fere o filho que tentou impedir o crime — Foto: Reprodução
Homem mata ex-mulher a facadas dentro de panificadora de Curitiba e fere o filho que tentou impedir o crime — Foto: Reprodução

Claudia Valéria de Souza Rissardo, de 45 anos, foi morta a facadas pelo ex-marido dentro da panificadora que mantinha na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) na noite de terça-feira (21). Três dias antes do crime, ela havia solicitado uma medida protetiva contra o suspeito, após registrar boletim de ocorrência relatando ameaças constantes. A medida foi expedida pela Justiça, mas o homem não chegou a ser notificado, segundo a Polícia Civil do Paraná (PC-PR).

O casal havia se separado na quinta-feira (16), após 20 anos de casamento. Nos dias seguintes, Claudia recebeu mensagens de ameaça do ex-marido. “No próprio boletim de ocorrência que ela fez no sábado, ela menciona que as ameaças de que se ela separasse dele, ele iria matá-la”, afirmou a delegada Emanuele Siqueira.

Na noite do ataque, por volta das 19h30, Claudia estava na panificadora com os três filhos quando o suspeito pulou o muro dos fundos do estabelecimento e a atacou com uma faca. Os filhos tentaram socorrer a mãe, mas também ficaram feridos.

O filho de 18 anos foi encaminhado ao Hospital do Trabalhador com ferimentos moderados e recebeu alta após atendimento. A filha de 22 anos, que teve cortes nas mãos, deve passar por cirurgia, mas está em estado estável. A filha mais velha, de 26 anos, sofreu ferimentos leves e também foi liberada.

O ex-marido ficou ferido na cabeça, recebeu atendimento médico e permanece preso sob custódia. A PC-PR investiga o caso como feminicídio consumado e tentado.

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