A mulher, que estava foragida da Justiça, foi localizada pela Polícia Militar e levada à Central de Polícia Judiciária (CPJ) da cidade.
Mais de uma década após o crime, Sulamita Reis Lima (38), foi presa em Praia Grande (SP) por participação na tortura de uma adolescente de 17 anos, ocorrida em setembro de 2014. A mulher, que estava foragida da Justiça, foi localizada pela Polícia Militar e levada à Central de Polícia Judiciária (CPJ) da cidade.
Prisão ocorreu após denúncia
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os policiais receberam informações sobre o paradeiro de Sulamita e cumpriram o mandado de prisão na manhã de sexta-feira (10), no bairro Quietude. A mulher foi levada para audiência de custódia, e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que não houve irregularidades no procedimento.
Sulamita deve cumprir o restante da pena de seis anos e dez meses em regime fechado. O processo tramita sob segredo de Justiça, e a defesa da presa não foi localizada.
Crime ocorreu em 2014
O caso que levou à condenação aconteceu em 2014, quando a adolescente foi sequestrada, torturada e espancada por uma mulher que acreditava ter sido traída pelo marido. Sulamita participou da ação e uma comparsa chegou a gravar o vídeo das agressões, que circulou nas redes sociais à época.
As imagens mostravam o momento em que a jovem tinha o rosto queimado com um cigarro, sendo forçada a confessar a suposta traição. A vítima sofreu queimaduras e uma deformação no crânio em decorrência das agressões.
A adolescente relatou posteriormente que chegou a namorar o homem envolvido, mas negou qualquer envolvimento com ele enquanto ele estava casado.
Condenação e cumprimento da pena
Na época, as mulheres envolvidas foram presas e identificadas pela Polícia Civil. Sulamita, porém, não havia cumprido integralmente a pena. Agora, mais de 11 anos após o crime, ela volta ao sistema prisional para cumprir o restante da condenação.
