Uma viagem que deveria durar cerca de 25 minutos acabou se transformando em um momento inesquecível na noite de Ano-Novo. Grávida de nove meses, a advogada Tassiana Lins entrou em trabalho de parto e deu à luz dentro do carro, ainda a caminho da maternidade. Sem esperar a virada para 2026, a pequena Cecília nasceu por volta das 21h da quarta-feira (31), antes mesmo de a família chegar ao hospital.
Uma viagem que deveria durar cerca de 25 minutos acabou se transformando em um momento inesquecível na noite de Ano-Novo. Grávida de nove meses, a advogada Tassiana Lins entrou em trabalho de parto e deu à luz dentro do carro, ainda a caminho da maternidade. Sem esperar a virada para 2026, a pequena Cecília nasceu por volta das 21h da quarta-feira (31), antes mesmo de a família chegar ao hospital.
Em entrevista ao g1, Tassiana descreveu a emoção do momento. “Foi uma sensação única, não sei nem explicar o que eu senti. […] Mas ver que ela nasceu, que estava chorando e que estava tudo bem, foi um alívio”, afirmou. O parto foi auxiliado pelo pai da bebê, Everton Henrique Campos, motorista de ônibus, que ajudou a esposa enquanto conduzia o veículo. Ele contou que precisou de alguns minutos até conseguir parar o carro com segurança e segurar a filha. “Mesmo dirigindo com uma mão só, consegui contornar a situação e deu tudo certo”, relatou.
O casal mora no distrito de Camela, em Ipojuca, a cerca de 18 quilômetros da Maternidade Mãe Lídia, localizada no centro da cidade, onde o nascimento estava previsto para acontecer.
Segundo Tassiana, o trabalho de parto ativo, com contrações mais intensas, durou cerca de duas horas. No entanto, entre o rompimento da bolsa e o nascimento de Cecília, se passaram apenas alguns minutos.
Everton contou que a bebê começou a nascer quando o carro trafegava por uma estrada, logo após o casal passar pelo Trevo de Rurópolis, acesso à praia de Porto de Galinhas. “Assim que passamos do trevo, ela disse: ‘olha, a bebê vai nascer’. Eu respondi que não, mas ela insistiu. Coloquei a mão e senti a cabecinha dela”, relatou.
Antes de conseguir parar o veículo e pedir ajuda, Everton ainda precisou dirigir por alguns metros com apenas uma das mãos, enquanto segurava a cabeça da filha para evitar que ela caísse no assoalho do carro. “Ela estava no banco da frente e eu dirigindo. Como ela estava fazendo força, precisei colocar a mão para segurar a bebê caso ela nascesse ali. Parei mais à frente, mas não houve tempo de outra pessoa chegar”, relembrou.
Após o nascimento, uma moradora da região levou uma toalha para aquecer a recém-nascida. Vídeos gravados por Everton mostram Cecília chorando logo após o parto e, em seguida, a mãe segurando a filha ainda dentro do carro. Em uma das gravações, o pai comenta: “Que experiência fazer o parto da sua bebê dentro do carro. Caramba!”. Em outro momento, a mulher que prestou ajuda afirma que a criança estava bem.
Acostumado a dirigir longas distâncias diariamente, Everton afirmou que conseguiu manter a calma durante a situação. “Eu precisava ter cuidado, porque estava dirigindo e segurando a cabeça dela ao mesmo tempo. A maior preocupação era amparar a bebê. O nervosismo veio depois”, disse.
De acordo com a Secretaria de Saúde de Ipojuca, quando Tassiana e Cecília chegaram à maternidade, mãe e filha ainda estavam ligadas pelo cordão umbilical e receberam auxílio da equipe médica para sair do veículo. Após o corte do cordão, ambas foram atendidas normalmente na unidade de saúde.
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