Depois de 34 anos sofrendo “lavagem cerebral”, Pamela Jones e seus nove filhos conseguiram fugir de um culto fundamentalista no México e reconstruir a vida nos Estados Unidos.
Depois de 34 anos sofrendo “lavagem cerebral”, Pamela Jones e seus nove filhos conseguiram fugir de um culto fundamentalista no México e reconstruir a vida nos Estados Unidos.
A seita, conhecida como Igreja dos Primogênitos da Plenitude dos Tempos, tinha a poligamia como prática central e operava de forma isolada e secreta. Fundada na década de 1820, em Nova York, pelo líder Alma Dayer LeBaron Sr., a igreja continuou a manter o casamento plural mesmo após a proibição legal da poligamia em 1904. Seus membros se mudaram para Los Molinos, no México, para evitar a fiscalização das autoridades, vivendo sob regras rígidas e isolamento absoluto.
Pamela nasceu dentro dessa realidade opressiva. Filha de Thomas Ossman Jones, que tinha 11 esposas e 57 filhos, ela cresceu em extrema pobreza, com pouca educação e sob constante controle masculino. As refeições eram precárias, compostas por restos de supermercados infestados ou peixe retirado do lixo, e qualquer desvio das normas era severamente punido.
Aos 15 anos, para escapar do pai abusivo, Pamela foi forçada a se casar com um parente do fundador da seita. O marido a isolou em condições insalubres, sem água encanada ou eletricidade, e ela precisava sobreviver com a pouca comida que recebia.
Sete dias após a união, o marido disparou: “Estou pronto para buscar outra esposa”.
Somente em 2000 Pamela conseguiu colocar seu plano de fuga em prática. Com documentos que comprovavam a cidadania americana de seus filhos, ela conseguiu atravessar a fronteira em El Paso, levando seus nove filhos, e estabeleceram-se em Minneapolis, onde Pamela recomeçou a vida e abriu um serviço de limpeza doméstica.
