Uma mulher de 44 anos denunciou ter sido agredida pelo marido, de 49, em Carinhanha (BA), após recusar manter relações sexuais.
Segundo a vítima, ele desferiu socos, chutes, ameaças de morte e chegou a pegar uma faca. A filha do casal, de 7 anos, conseguiu acionar o tio, que interrompeu a violência.
Em depoimento, a mulher relatou conviver há 26 anos com o comportamento agressivo do companheiro e pediu medida protetiva. O caso é investigado como estupro marital.
Uma mulher de 44 anos foi brutalmente agredida pelo marido, de 49, após negar manter relações sexuais em Carinhanha, no sudoeste da Bahia.
O caso, registrado na última segunda-feira (29), está sendo investigado pela Polícia Civil como estupro marital.
O que diz a vítima
De acordo com a vítima, a discussão começou dentro da residência do casal, quando o homem insistiu no ato sexual. Diante da recusa, ele passou a desferir socos e chutes contra a esposa.
Durante as agressões, a mulher conseguiu jogar o celular para a filha de 7 anos e pediu que a menina acionasse a polícia. Sem sucesso, a criança entrou em contato com o tio, que foi até o local e conseguiu conter a violência.
Ainda segundo o relato, o agressor chegou a ameaçar a companheira de morte.
“Eu vou te matar. Eu tenho R$ 10 mil para gastar e vou mandar te matar”, teria dito o suspeito.
Antes da chegada do irmão da vítima, o homem também pegou uma faca, o que fez a mulher fugir para a casa de vizinhos em busca de abrigo.
A vítima afirmou conviver com o marido há 26 anos e relatou que, ao longo desse período, enfrentou repetidos episódios de violência, mas não se separou antes por causa dos quatro filhos. Atualmente, duas crianças de 7 e 8 anos vivem com a mãe.
No boletim de ocorrência, ela solicitou medida protetiva e destacou a importância do respeito à autonomia da mulher.
“A partir do momento em que existir a negativa, qualquer ato depois disso é estupro”, declarou a vítima.