Uma mulher foi levada à delegacia após danificar o carro de um bombeiro e deixar um bilhete com ameaças contra a filha recém-nascida dele, em Bataguassu (MS). Segundo a vítima, a suspeita colidiu propositalmente contra o veículo e ainda arrancou peças do carro. A motivação estaria ligada a uma denúncia ao Conselho Tutelar. O caso foi registrado como dano e ameaça.
Uma mulher identificada como Maysa foi conduzida à delegacia na madrugada desta segunda-feira (9), em Bataguassu, a cerca de 340 quilômetros de Campo Grande, depois de se envolver em um episódio de vandalismo e ameaça contra um vizinho, um bombeiro de 20 anos. Além disso, a ocorrência incluiu uma mensagem intimidatória direcionada à filha recém-nascida da vítima.
Segundo o boletim de ocorrência, o caso aconteceu por volta de 0h30, na Rua Nossa Senhora do Rosário. De acordo com o relato do bombeiro, a vizinha, acompanhada de um primo identificado como Kauê, teria colidido de forma proposital o carro que conduzia, um Fiat Siena, contra o VW Gol dele, que estava estacionado na via.
Em seguida, conforme a vítima, a mulher ainda teria danificado o veículo, quebrando os limpadores de para-brisa, arrancando a placa dianteira e jogando as peças em um terreno ao lado da residência. As informações foram divulgadas pelo portal Cenário MS.
O episódio ficou ainda mais grave quando o bombeiro encontrou um bilhete manuscrito com ameaças. No recado, a suspeita dizia que poderia destruir mais do que apenas o carro e mencionava saber que a vítima tinha uma filha pequena, além de citar uma possível nova denúncia.
O jovem contou à polícia que é recém-casado e que a filha tinha apenas seis dias de vida na data do ocorrido. Ainda segundo ele, o conflito teria relação com uma denúncia feita anteriormente ao Conselho Tutelar, envolvendo suspeita de maus-tratos contra os filhos de Maysa. O bombeiro afirmou que só tomou conhecimento dessa denúncia no momento do ataque, quando a mulher disse suspeitar que ele fosse o responsável pela queixa.
Na delegacia, Maysa confirmou que escreveu o bilhete com as ameaças. No entanto, ela declarou que não pretendia ferir a criança. Mesmo assim, o caso foi registrado como dano e ameaça. A vítima informou que pretende representar criminalmente para que a investigação continue e o caso seja encaminhado à Justiça.
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