Uma jovem foi detida na Paraíba após confessar planos de assassinar os pais, os avós e realizar um ataque armado a uma instituição de ensino. Durante o interrogatório, revelou ter fascínio por casos violentos, como o do “Fanclub do Mateus”, e disse que a polícia impediu que os crimes fossem consumados. A Justiça avalia internação compulsória e medidas de segurança.

Mulher revela desejo macabro com os pais ao ser presa pela polícia

A Polícia Civil da Paraíba frustrou um possível ataque armado após descobrir os planos de uma jovem que pretendia assassinar os próprios pais, os avós e, posteriormente, realizar uma ação violenta em uma instituição de ensino. As informações chegaram à corporação por meio de uma denúncia anônima feita pelo número 197. Com apoio da Unidade de Inteligência da Polícia Civil (Unintelpol), os agentes localizaram a residência da suspeita e conduziram a família até a delegacia para prestar depoimentos.

Durante o interrogatório, a jovem, que faz tratamento para transtorno de personalidade borderline e relatou sofrer de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), confessou os planos de forma fria. “Era mais um impulso, na verdade. Não tinha voz, mas era mais uma vontade em si… vontade de fazer o ato”, disse, referindo-se à intenção de matar os pais com uma faca comprada três meses antes.

Em determinado momento, a suspeita surpreendeu os investigadores ao revelar ter participado de um fanclub dedicado a Mateus, um jovem que matou o próprio pai em 2004. “Era o Fanclub do Mateus, meu irmão que matou o pai naquela época”, afirmou, sem esconder o fascínio pelo caso.

Questionada sobre como pretendia agir, a jovem explicou que planejava atacar os pais enquanto eles dormiam. Além disso, a investigação apontou que, após o crime familiar, ela pretendia invadir uma instituição de ensino armada, usando a espingarda do avô.

Durante a entrevista, a suspeita admitiu que, sem a intervenção da polícia, os crimes poderiam ter sido consumados. “Possivelmente, possivelmente [teria matado]. É o único impulso que eu tenho… é mais forte do que eu”, declarou, afirmando ainda temer que, caso seja liberada, não consiga controlar seus instintos.

A Polícia Civil segue acompanhando o caso, e a Justiça deverá avaliar a necessidade de medidas de segurança e internação compulsória. O episódio acende um alerta sobre a importância do monitoramento de transtornos psicológicos e da prevenção de ataques violentos envolvendo jovens.

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