Um encontro envolvendo duas mulheres trans e um homem em Ceilândia terminou em perseguição policial, após o homem se recusar a pagar o valor combinado, gerando uma briga em via pública. O trio foi encaminhado à delegacia, onde o homem alegou ter sido agredido e roubado, enquanto ele próprio recusou atendimento médico para uma lesão na cabeça.

Mulher trans briga por falta de pagamento em programa realizado em Ceilândia, no Distrito Federal | Imagem-Reprodução: Metropóles
Mulher trans briga por falta de pagamento em programa realizado em Ceilândia, no Distrito Federal | Imagem-Reprodução: Metropóles

Um encontro na cidade de Ceilândia, no Distrito Federal, evoluiu para uma grande confusão que terminou na 15ª Delegacia de Polícia. Duas mulheres trans alegaram ter sido contratadas por um homem para um programa um bar da  região com o combinado de cada uma receber R$200.

O calote

De acordo com o relato das mulheres, após a saída do bar conceituado, o grupo se dirigiu para a residência de uma delas. Um vídeo que foi amplamente divulgado nas redes, mostra uma das mulheres visivelmente irritada, relatando o motivo da briga:

Senhor, esse bofe… A gente estava lá no Telebar, entendeu? Eu marquei um programa com ele, eu e minha amiga. Ele disse que ia pagar R$ 200 para mim e R$ 200 para ela. Chegando na minha casa, ele comeu a bicha, me comeu e veio falar que não tinha dinheiro“;

Intervenção policial

Diante da recusa do pagamento por parte do homem, uma confusão generalizada se iniciou na rua. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada via Copom para atender a uma ocorrência de ameaça. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram as mulheres perseguindo o homem, sendo que uma delas portava um pedaço de madeira.

Por sua vez, o homem relatou aos agentes ter sido agredido na cabeça e, além disso, alegou ter sido roubado pelas mulheres.

Com as versões completamente conflitantes entre as partes, os policiais decidiram encaminhar o trio para delegacia para o registro de ocorrência e as medidas cabíveis. No entanto, devido à jurisdição, a apuração completa do caso deverá ser conduzida por outra delegacia administrativa.

O homem apresentava uma lesão na cabeça, mas recusou veementemente receber atendimento médico, afirmando que estava bem. Com o encaminhamento para outro delegacia, o caso seguirá em apuração.

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