Em praticamente todos os países do mundo, as mulheres vivem mais do que os homens. No Brasil, essa diferença é ainda mais evidente: de acordo com dados do IBGE, a expectativa de vida feminina supera a masculina em cerca de sete anos. No entanto, viver mais não significa, necessariamente, envelhecer com saúde.
Em praticamente todos os países do mundo, as mulheres vivem mais do que os homens. No Brasil, essa diferença é ainda mais evidente: de acordo com dados do IBGE, a expectativa de vida feminina supera a masculina em cerca de sete anos. No entanto, viver mais não significa, necessariamente, envelhecer com saúde.
Desde a gestação, o sexo feminino apresenta maior resistência biológica. Meninos registram taxas mais altas de prematuridade, complicações neonatais e mortalidade nos primeiros anos de vida. Além disso, a presença de dois cromossomos X funciona como uma proteção genética, reduzindo os efeitos de mutações associadas a algumas doenças hereditárias.
Outro fator decisivo é o estrogênio. Durante a vida reprodutiva, o hormônio protege ossos, músculos e o sistema cardiovascular, contribuindo para níveis mais saudáveis de colesterol e vasos sanguíneos. Isso ajuda a explicar a menor incidência de infarto e AVC em mulheres antes da menopausa.
Hábitos de saúde influenciam a longevidade
O comportamento em relação à saúde também favorece a maior expectativa de vida feminina. Mulheres costumam procurar serviços médicos com mais frequência, realizam exames preventivos regularmente e aderem melhor aos tratamentos, o que facilita o diagnóstico precoce e o controle de doenças.
Em contraste, os homens se expõem mais a comportamentos de risco, como consumo excessivo de álcool e tabaco, além de maior envolvimento em acidentes, violência e atividades profissionais perigosas, fatores que elevam a mortalidade masculina ao longo da vida.
Na velhice, o paradoxo se torna mais evidente. Embora morram menos de forma súbita, as mulheres passam mais anos convivendo com doenças crônicas e limitações funcionais. Osteoporose, artrose, dores crônicas, depressão, ansiedade e demências são mais frequentes entre elas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mulheres vivem mais anos com incapacidade funcional do que os homens.
O desafio de envelhecer com qualidade
A longevidade feminina é uma conquista da medicina e da sociedade, mas exige estratégias que garantam autonomia e bem-estar. Investir em prevenção ao longo da vida, manter atividade física, cuidar da saúde mental e realizar acompanhamento médico contínuo são medidas essenciais para transformar mais anos de vida em qualidade de vida.
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