Técnicas de enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base de Brasília denunciaram a conduta da supervisora Fernanda Melo, contratada há menos de dois meses. 

'Não é hotel': supervisora acusada de jogar roupas de enfermeiras no chão e gerar tensão na UTI (Foto: Reprodução)
'Não é hotel': supervisora acusada de jogar roupas de enfermeiras no chão e gerar tensão na UTI (Foto: Reprodução)

Técnicas de enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base de Brasília denunciaram a conduta da supervisora Fernanda Melo, contratada há menos de dois meses. 

Em imagens gravadas pelas funcionárias, é possível ver  jogados ao chão roupas e lençóis deixados na sala de descanso pelos profissionais. Segundo relatos, a gestora teria afirmado: “isso aqui não é hotel” e exigido a retirada imediata dos itens, gerando clima de intimidação.

De acordo com as funcionárias, Fernanda teria gritado e dado ordens para que fossem removidas as roupas e lençóis das camas da sala de descanso, argumentando contrariedade com a prática de “marcação de leitos”. Algumas técnicas relataram ainda que a supervisora usou um grupo de WhatsApp para reforçar as ameaças, determinando um prazo de dez minutos para que os objetos fossem retirados, sob advertência de que ela mesma tomaria a medida.

O episódio ocorreu durante o plantão noturno do dia 22 de setembro. Vídeos e prints das mensagens foram encaminhados ao Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem (Sindate-DF), que repassou a denúncia à administração do hospital.

O Iges-DF, responsável pela gestão do Hospital de Base, afirmou estar acompanhando o caso e avaliando medidas disciplinares. Segundo o instituto, a supervisora foi orientada sobre sua conduta e continua exercendo suas funções, sob acompanhamento da gestão. A entidade não detalhou quais sanções foram aplicadas, mas destacou que o objetivo das ações da coordenadora teria sido preservar o uso coletivo do espaço para outros profissionais.

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