O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comenta o cancelamento dos vistos de sua família pelo governo dos EUA, classificando a ação como “covardia”. A medida, relacionada ao Programa Mais Médicos, atinge também outros nomes do governo brasileiro.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reagiu com firmeza às sanções impostas pelos Estados Unidos. Em uma coletiva de imprensa, nesta terça-feira (19), ele comentou o cancelamento dos vistos de sua família, destacando que não tem “intenção nenhuma de ir para a Disney”.
A declaração, que gerou repercussão imediata, reflete a tensão entre os governos. A medida americana, justificada pelo secretário de Estado Marco Rubio, visa punir a “cumplicidade” com o que os EUA chamam de “esquema de exportação de mão de obra” cubana, no âmbito do Programa Mais Médicos.
Impacto nas Relações Familiares e Diplomáticas
Para Padilha, a sanção não abalará a defesa do Programa Mais Médicos, que ele considera essencial para a saúde pública brasileira. No entanto, o ministro reconhece o impacto pessoal da decisão, já que a medida afeta sua família, incluindo um irmão que é cidadão americano e a esposa de seu pai, que vivem nos EUA.
“A gente vai se encontrar em outros lugares, está certo?”, disse o ministro, sugerindo que a vida familiar se adaptará à nova realidade imposta.
Outros Nomes Afetados pelas Sanções Americanas
A lista de pessoas afetadas pelas sanções vai além da família de Padilha. Outros nomes importantes do governo brasileiro também tiveram seus vistos cancelados, como Mozart Julio Tabosa Sales, atual secretário de Atenção Especializada à Saúde, e Alberto Kleiman, ex-diretor de Relações Externas da Opas. A decisão coordenada dos EUA sinaliza uma forte pressão sobre as políticas de saúde e relações externas do Brasil.
Possível Viagem a Washington para Conferência da Opas
Apesar das restrições, Padilha avalia a possibilidade de participar de uma conferência da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) sediada nos EUA. O ministro defende que as sanções não deveriam impedir uma autoridade de participar de eventos internacionais, especialmente quando convidados por organismos globais como a ONU e a Opas.
“Nenhum país do mundo pode impedir o acesso de uma autoridade a participar de um evento como esse”, ressaltou, deixando em aberto a possibilidade de uma nova rodada de debates diplomáticos.