A Nasa divulgou imagens inéditas de uma das mais fortes erupções solares das últimas décadas, registrada em 18 de janeiro pelo Observatório de Dinâmica Solar. O fenômeno, classificado como X1.9, provocou um alerta global de tempestade geomagnética severa, impactando o monitoramento do clima espacial e chamando a atenção de cientistas em todo o mundo pelos possíveis efeitos em satélites, aviação e sistemas de comunicação.

Nasa divulga imagens inéditas da tempestade solar que gerou alerta mundial; vídeo
Nasa divulga imagens inéditas da tempestade solar que gerou alerta mundial; vídeo

A Nasa divulgou imagens inéditas de uma poderosa erupção solar registrada no último dia 18 de janeiro, que provocou um alerta mundial para os efeitos da radiação no espaço. O fenômeno foi captado pelo Observatório de Dinâmica Solar (SDO) e divulgado em vídeo pela agência espacial norte-americana.

As imagens mostram um clarão intenso próximo à região centro-esquerda do Sol. O registro destaca uma faixa estreita de luz ultravioleta extrema, evidenciando o material extremamente quente liberado durante a erupção solar. No vídeo, a cena aparece em coloração verde-azulada, utilizada para realçar esse tipo de radiação.

 

Em outro trecho do material divulgado, a erupção é exibida simultaneamente em três diferentes comprimentos de onda, o que permite aos cientistas analisar com mais precisão a intensidade e o comportamento do fenômeno.

De acordo com a Nasa, a erupção foi classificada como X1.9. As erupções da classe X são consideradas as mais intensas, e o número indica o nível de força dentro dessa categoria. Quanto maior o valor, mais potente é o evento solar.

Segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), foi emitido um alerta de tempestade geomagnética de grau 4, em uma escala que vai até 5. Trata-se de uma tempestade severa, com potencial para causar impactos significativos.

“Uma tempestade de radiação solar severa de categoria S4 está em andamento – esta é a maior tempestade de radiação solar em mais de 20 anos”, informou o SWPC em uma publicação nas redes sociais. De acordo com o órgão, a última ocorrência semelhante foi registrada em outubro de 2003.

Entre os principais efeitos do fenômeno estão impactos em lançamentos espaciais, operações de satélites e rotas de aviação, especialmente em regiões próximas aos polos. Além disso, a intensa atividade solar resultou em auroras boreais de grandes proporções, visíveis em diversos pontos do planeta, chamando a atenção de moradores e pesquisadores.

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