Netanyahu diz ter indícios de que Ali Khamenei, líder do Irã, está morto

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste sábado (28) que as forças israelenses destruíram o complexo do líder do Irã, aiatolá Ali Khamenei. Em pronunciamento oficial, o premiê declarou que existem fortes indícios de que o líder iraniano não sobreviveu à ofensiva. Até o momento, o governo do Irã não confirmou o óbito e Khamenei não realizou aparições públicas desde o bombardeio.

 

O ataque

Em uma ação conjunta, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva em larga escala contra o território iraniano na manhã deste sábado. Segundo a rede Crescente Vermelho, o ataque deixou pelo menos 201 mortos e 747 feridos. As explosões atingiram a capital Teerã e diversas cidades como Isfahan e Qom. Entre os mortos estariam o ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour.

Incerteza sobre Khamenei

Enquanto Netanyahu afirma a provável morte do aiatolá, o Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou à imprensa internacional que o líder está “bem e seguro”. Fontes ligadas à agência Reuters sugerem que Khamenei estaria fora de Teerã no momento da explosão, embora imagens de satélite mostrem danos severos ao seu palácio e escritórios centrais.

Retaliação

O Irã respondeu imediatamente com o disparo de mísseis e drones contra Israel e bases norte-americanas no Oriente Médio. Países como Catar, Bahrein e Emirados Árabes também registraram explosões e acionaram sistemas de defesa. Por segurança, o Estreito de Ormuz foi fechado, paralisando uma das principais rotas de petróleo do mundo.

O reflexo no Brasil já é sentido no setor aéreo. Dois voos que partiram de São Paulo com destino a Dubai e Doha precisaram retornar devido ao fechamento do espaço aéreo na região.

Apelo 

No encerramento de seu discurso, Netanyahu fez uma convocação direta à população iraniana para que se levante contra o regime atual. “Esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração”, afirmou o premiê, reforçando que a ofensiva também atingiu pontos estratégicos do programa nuclear iraniano.

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