A escola apresentou enredo sobre a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e terminou a apuração com 264,6 pontos, a menor nota entre as agremiações

Deputado Nikolas Ferreira (Foto:  Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
Deputado Nikolas Ferreira (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comentou o rebaixamento da escola de samba Acadêmicos de Niterói para a Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro e associou o resultado ao cenário político nacional. Nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a queda da agremiação seria um reflexo da situação do país sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A escola levou à avenida um enredo sobre a trajetória de Lula, retratando desde a infância do presidente até sua vida política. O desfile integrou o Grupo Especial e buscou contar a história do petista como símbolo de superação. Na apuração, porém, a Acadêmicos de Niterói terminou com 264,6 pontos, a menor pontuação entre as concorrentes.

A campeã do Carnaval foi a Unidos do Viradouro, que alcançou 270 pontos e garantiu o título. Durante o desfile em homenagem ao presidente, o humorista e ator Paulo Vieira representou Lula na avenida. O próprio presidente acompanhou a apresentação de um camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro e chegou a entrar na Marquês de Sapucaí ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD).

Deputado Nikolas Ferreira (Reprodução/Redes Sociais)

Nikolas Ferreira anuncia representação contra escola de samba

O deputado federal Nikolas Ferreira anunciou que deve protocolar uma representação no Ministério Público contra a Acadêmicos de Niterói em razão de uma alegoria exibida no desfile que celebrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A encenação incluiu personagens descritos como “famílias em conserva”, ligados a grupos chamados de neoconservadores, o que provocou críticas de parlamentares de oposição e de segmentos evangélicos. Para o deputado, o conteúdo teria extrapolado a sátira política e poderia atingir a liberdade religiosa.

Ele sustenta que a representação pode ter caráter discriminatório e defende que o caso seja apurado pelas autoridades competentes no Rio de Janeiro. A discussão reacende o debate sobre os limites entre manifestação artística, crítica política e respeito a crenças religiosas no Carnaval.

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