O clube Capixaba oficializou a contratação do goleiro Bruno Fernandes para a temporada de 2026, unindo-o ao atacante Jobson, que já atua na equipe. Ambos os atletas possuem históricos criminais de grande repercussão, envolvendo condenações por homicídio, no caso de Bruno, e acusações de estupro e incidentes de trânsito, no caso de Jobson. O anúncio levanta debates sobre a ressocialização de atletas no futebol profissional.
O Capixaba, clube que se prepara para a disputa do Campeonato Estadual de 2026, confirmou na semana passada a contratação do goleiro Bruno Fernandes, de 40 anos. O anúncio, realizado pelo presidente da agremiação, Daniel Costa, marca o retorno do veterano ao futebol profissional após passagens por ligas amadoras.
Conhecido por sua trajetória interrompida em 2010 devido ao assassinato de Eliza Samudio, crime pelo qual foi condenado e cumpriu pena, Bruno Fernandes busca agora uma nova oportunidade no cenário esportivo. Segundo a diretoria do clube, o atleta já está integrado ao planejamento estratégico para a próxima temporada. A negociação foi dada como concluída na última semana, reforçando a aposta da equipe na experiência do goleiro para alcançar os objetivos esportivos de 2026.
O goleiro não é o único nome do plantel com passagens pelo sistema prisional. O atacante Jobson, que integra o projeto do clube há alguns anos, também possui um histórico prisional. Em 2016, o jogador foi detido sob a acusação de estupro de vulneráveis no estado do Pará. Na ocasião, as investigações apontaram que ele teria aliciado adolescentes para sua propriedade, onde as vítimas eram submetidas a abusos.
Além das acusações de crimes sexuais, Jobson enfrentou novos problemas com a justiça em 2017. O atleta foi preso novamente após descumprir medidas cautelares impostas pela liberdade condicional, incluindo a proibição de frequentar bares e o respeito aos horários de permanência domiciliar. O descumprimento foi agravado pelo envolvimento do jogador em um acidente de trânsito que resultou na morte de um homem no estado do Tocantins.

Jogador Jobson teve passagens pelo Botafogo e Bahia antes de ser preso pela primeira vez em 2016 || Reprodução: Redes Sociais
A trajetória de Jobson no futebol, é marcada por passagens por times como Botafogo, Atlético Mineiro, Bahia, entre outros. Mas, a partir de 2020, sua carreira nos gramados tem sido acompanhada por restrições judiciais rigorosas. O atleta chegou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica e precisou responder a diversos processos por violação das condições de sua soltura, como viagens não autorizadas e consumo de substâncias proibidas.
Assista o vídeo:
Atualmente, ambos os jogadores buscam na visibilidade no esporte, sendo uma forma de dar continuidade às suas carreiras, sob o olhar atento da opinião pública e das autoridades.
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