A delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro entrou em uma fase decisiva. PF e PGR analisam uma nova versão da proposta de colaboração, considerada mais robusta que a anterior. A avaliação do material e reuniões previstas para os próximos dias podem definir o futuro do acordo.

(Foto: Reprodução)
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A negociação para um acordo de colaboração premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro entrou em uma fase considerada decisiva por investigadores. A expectativa é que a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) avancem nos próximos dias na análise do material entregue pela defesa e definam os rumos das tratativas.

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Imagem de Daniel Vorcaro na prisão. — Foto: Reprodução

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A nova proposta de delação foi apresentada após uma primeira versão ter sido rejeitada pelas autoridades. Desde então, o conteúdo vem passando por revisões e complementações solicitadas por investigadores.

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Tanto a PF quanto a PGR ainda não concluíram a análise dos anexos entregues pela defesa. A expectativa é que representantes dos dois órgãos se reúnam com os advogados de Vorcaro para discutir ajustes, esclarecimentos e eventuais novos acréscimos ao material.

Defesa tem prazo curto para concluir negociações

As negociações ocorrem sob um regime especial autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator da Operação Compliance Zero.

Desde o fim do mês passado, os advogados têm acesso ampliado ao ex-banqueiro, com reuniões diárias para revisar documentos e alinhar os termos da colaboração. O benefício, no entanto, termina na próxima sexta-feira, quando voltará a vigorar o limite padrão de visitas de 30 minutos por dia.

Nos bastidores, o prazo é visto como um fator que aumenta a pressão por uma definição rápida sobre o futuro da delação.

Autoridades querem provas e fatos inéditos

Investigadores afirmam que a análise desta nova versão será fundamental para definir se o acordo avançará ou se novas exigências serão feitas.

Além da consistência dos relatos, PF e PGR avaliam se o material apresenta informações inéditas, documentos comprobatórios e elementos que possam ser confirmados pelas investigações em andamento.

Primeira proposta foi rejeitada

A primeira tentativa de acordo não convenceu as autoridades. Segundo apuração do jornal O Globo, Vorcaro teria usado o documento para justificar pagamentos e relações próximas com políticos, sem admitir a prática de crimes, algo considerado essencial em acordos de colaboração.

O empresário também teria deixado de mencionar fatos já conhecidos pelos investigadores, como uma suposta mesada atribuída ao senador Ciro Nogueira, que nega irregularidades, além de conversas com o senador Flávio Bolsonaro e o ex-governador Cláudio Castro.

Próximos dias serão decisivos

Interlocutores envolvidos nas negociações afirmam que a segunda versão da delação apresenta relatos mais detalhados e robustos do que os da proposta rejeitada.

Agora, a decisão sobre o avanço das negociações dependerá da avaliação conjunta da PF e da PGR, que analisam se as informações apresentadas por Vorcaro são suficientes para justificar a celebração de um acordo de colaboração premiada.

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