A recepcionista Samara Aparecida da Conceição, de 34 anos, que foi morta pela própria filha de 13 anos, com ajuda do namorado e de dois amigos adolescentes, implorou para não perder a vida. O crime aconteceu na madrugada da última quinta-feira (11), em Colíder, a 648 km de Cuiabá (MT). O crime durou cerca de três minutos, segundo a Polícia Civil. O caso tem sido comparado ao de Suzane Von Richthofen, pela frieza dos detalhes e participação direta da filha.
A recepcionista Samara Aparecida da Conceição (foto em destaque), de 34 anos, que foi morta pela própria filha de 13 anos, com ajuda do namorado e de dois amigos adolescentes, implorou para não perder a vida. O crime aconteceu na madrugada da última quinta-feira (11), em Colíder, a 648 km de Cuiabá (MT).
O crime durou cerca de três minutos, segundo a Polícia Civil. O caso tem sido comparado ao de Suzane Von Richthofen, pela frieza dos detalhes e participação direta da filha.
O delegado Adan Ximenes, responsável pela investigação, afirmou que a adolescente atacou a mãe enquanto ela dormia.
“A menina pulou nas costas da mãe, aplicou um mata-leão, enquanto o namorado imobilizava o braço esquerdo, um amigo o braço direito e outro as pernas. Segundo os relatos, a mãe ainda suplicou à própria filha perguntando por que ela estava fazendo aquilo”, disse.
De acordo com os depoimentos, a vítima deixou de reagir após cerca de três minutos. “Eles narraram com frieza de detalhes que, em três minutos, Samara parou. O namorado chegou a conferir o pulso e constatou que ela já não tinha mais vida”, completou o delegado.
O crime teria sido motivado por conflitos familiares e pela reprovação da mãe ao namoro da adolescente com um jovem de 16 anos. Colegas de sala da menina relataram à polícia que ela já havia falado sobre a intenção de matar a mãe.
Após o assassinato, os adolescentes reviraram a casa e encontraram R$ 5,8 mil, que pretendiam dividir entre si. Parte do valor foi recuperada com os suspeitos. “A filha sabia que a mãe guardava dinheiro em casa. Eles planejavam usar esse valor, inclusive para sair da cidade”, destacou Ximenes.
A polícia mobilizou viaturas civis e militares ao longo do dia e, no início da noite, localizou o casal de adolescentes e dois amigos, com roupas separadas e dinheiro para fuga. Todos confessaram a participação. “Eles disseram que cogitaram matar a pauladas ou a facadas, mas optaram pela asfixia. Alegaram que estariam ajudando a amiga, que afirmava não se sentir amada”, afirmou o delegado.
O caso foi registrado como ato infracional análogo a homicídio qualificado por motivo torpe. A Polícia Civil representou pela internação provisória dos quatro adolescentes apreendidos.
