Uma nova variante do vírus da COVID-19 já foi identificada em pelo menos 23 países e passou a ser monitorada por autoridades de saúde internacionais. A linhagem BA.3.2 chama atenção por apresentar maior capacidade de escapar da resposta imunológica, embora até o momento não haja evidências de aumento na gravidade dos casos.
Uma nova variante do vírus da COVID-19 já foi identificada em pelo menos 23 países e passou a ser monitorada por autoridades de saúde internacionais. A linhagem BA.3.2 chama atenção por apresentar maior capacidade de escapar da resposta imunológica, embora até o momento não haja evidências de aumento na gravidade dos casos.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, também não há sinais de que a variante consiga driblar totalmente a proteção oferecida pelas vacinas atuais ou provoque aumento nas hospitalizações.
Variante foi detectada inicialmente na África do Sul
A linhagem BA.3.2 foi identificada pela primeira vez na África do Sul, em novembro de 2024. Após registros pontuais em outros países, o vírus voltou a ganhar força a partir de setembro de 2025, com aumento da circulação em algumas regiões da Europa.
Entre o fim de 2025 e o início de 2026, a variante chegou a representar cerca de 30% das amostras analisadas semanalmente em países como Dinamarca, Alemanha e Holanda.
Casos já foram registrados em vários continentes
Segundo levantamento dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos, até fevereiro a variante já havia sido detectada em 23 países, incluindo Reino Unido, China e Austrália. No Brasil, ainda não há confirmação da presença da linhagem.
Nos Estados Unidos, a variante foi encontrada tanto em viajantes internacionais quanto em amostras ambientais, como esgoto de aeronaves e de diferentes estados. Também houve registros em pacientes hospitalizados.
Mutações na proteína Spike chamam atenção
Uma das principais características da BA.3.2 é o grande número de mutações na proteína Spike, estrutura que permite ao vírus invadir as células humanas. Em comparação com variantes recentes, como JN.1 e LP.8.1, a nova linhagem apresenta dezenas de alterações nessa região do vírus, o que ajuda a explicar a maior capacidade de escapar da ação de anticorpos.
Mesmo assim, avaliações da Organização Mundial da Saúde indicam que, embora exista um “escape substancial” da resposta imune, não foram observados aumentos específicos em hospitalizações, internações em UTI ou mortes ligados diretamente a essa variante.
Vacinação segue como principal forma de proteção
Especialistas reforçam que a vacinação continua sendo a principal estratégia para evitar formas graves da COVID-19. No Brasil, a imunização integra o calendário regular para gestantes, idosos e crianças. Gestantes devem receber uma dose a cada gestação, enquanto pessoas com 60 anos ou mais têm recomendação de reforço semestral.
Crianças entre 6 meses e 5 anos precisam completar o esquema inicial de vacinação, que varia de acordo com o fabricante da vacina. Grupos prioritários, como profissionais de saúde, pessoas com comorbidades, indígenas, quilombolas, população privada de liberdade e pessoas em situação de rua, também seguem com indicação de doses periódicas.
Variante segue sob monitoramento
Diante do avanço da BA.3.2 em diferentes regiões, a Organização Mundial da Saúde recomenda vigilância contínua. Até o momento, no entanto, a entidade avalia que a linhagem não representa um risco adicional significativo em relação às variantes já em circulação.
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