A Anvisa suspendeu lotes de produtos da marca Ypê por suposta contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa.
A contaminação de produtos da marca Ypê pela bactéria Pseudomonas aeruginosa fez a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ordenar, nesta quinta-feira (7), o recolhimento de uma série de lotes impróprios para uso.

Anvisa determinou recolhimento de lotes (Foto: Reprodução / Ypê)
Segundo a resolução publicada pela Agência, é necessário que os consumidores suspendam imediatamente o uso de determinados detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes como medida de segurança.
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Bactéria perigosa para a saúde
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria que vive no solo e na água, e atinge principalmente imunossuprimidos, ou seja, aqueles com o sistema imunológico enfraquecido ou com feridas abertas.
O microrganismo pode causar infecções graves no sangue, pulmões e no trato urinário.
A Anvisa classifica a bactéria como uma ameaça à saúde pública em decorrência da dificuldade de tratamento e alta taxa de mortalidade.
Anvisa suspende lotes
A Anvisa publicou orientações para os clientes que adquiriram diversos produtos com lotes contaminados da marca Ypê, com necessidade urgente de que os consumidores suspendam o uso como medida de segurança.
A determinação inclui detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes. A decisão também suspende a fabricação, comercialização, distribuição e uso dos itens afetados.
De acordo com a Anvisa, a medida vale para todos os lotes com numeração final 1 fabricados pela empresa Química Amparo, responsável pela marca, na unidade localizada em Amparo, no interior de São Paulo.
Anvisa identificou falhas graves na fabricação
Segundo a Anvisa, a decisão foi tomada após uma avaliação técnica de risco sanitário realizada em conjunto com órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária.
Na última semana, equipes da Anvisa, do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP) e da Vigilância Sanitária de Amparo realizaram uma inspeção na fábrica.
Durante a fiscalização, foram encontrados descumprimentos considerados relevantes em etapas críticas da produção.
De acordo com a agência, as irregularidades envolveram:
- Falhas nos sistemas de garantia da qualidade;
- Problemas nos processos produtivos;
- Inconsistências no controle de qualidade.
A Anvisa afirmou que os problemas comprometem o cumprimento das Boas Práticas de Fabricação (BPF) e podem representar risco sanitário aos consumidores.
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