Um homem de 18 anos foi preso em Peruíbe (SP) por matar e roubar um idoso de 72 anos durante um programa sexual. O corpo da vítima foi encontrado por sua companheira, que notou a falta do carro e do celular. O suspeito confessou ter esfaqueado o idoso no pescoço, alegando legítima defesa, e depois fugiu com os pertences. Ele foi preso em flagrante por latrocínio e está à disposição da Justiça.

Jovem morreu durante ritual de umbanda
Jovem morreu durante ritual de umbanda

Mykaella, uma jovem de 22 anos, que atuava como filha de santo, sofreu queimaduras em 75% do corpo durante uma “gira de esquerda”, em um terreiro de umbanda. Após 15 dias de internação, ela não resistiu aos ferimentos e faleceu. O acidente ocorreu em 12 de setembro de 2024, durante um ritual.

O que é uma ‘Gira de Esquerda’

Na Umbanda, as entidades “de Esquerda”, Exus, Pombas-giras e suas variações mirins, são espíritos comprometidos com a espiritualidade superior. Elas são denominadas “de Esquerda” por se localizarem à esquerda dos orixás, mas trabalham a serviço da luz, pregando perdão, lei e fé. Ao contrário do que se imagina, essas entidades não são associadas a malandros ou pessoas de caráter duvidoso.

É importante ressaltar que a Umbanda não pratica matança de animais nem realiza trabalhos de amarração. Os rituais, como a “gira de esquerda”, são momentos de consulta em que os médiuns manifestam as entidades de uma linha específica, mantendo um caráter de caridade e orientação espiritual.

O acidente fatal e o luto da família

O acidente que vitimou Mykaella, aconteceu quando o pai de santo Beto Silva, que estava em transe, jogou álcool em um vaso de barro com uma pequena labareda. Segundo a mãe da jovem, que estava presente no evento, “houve uma explosão e o fogo atingiu minha filha. Eu só pude abraçá-la e pedir socorro”.

A jovem foi socorrida e levada ao hospital, mas os ferimentos eram graves. A família busca justiça e acusa o pai de santo de imprudência. O pai de Mykaella, Sérgio, afirmou que o pai de santo “agiu com imprudência e deve ser responsabilizado”.

Uma testemunha do ocorrido, Patrícia, também relata o impacto psicológico da tragédia:

“Não como, não bebo, não vivo”. A mãe da jovem, por sua vez, lamenta a perda de forma irreparável: “A última vez que vi minha filha foi no IML. Nunca mais ela voltará”.

Investigação e o pedido de justiça

A família de Mykaella registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil, mas teme a impunidade devido à falta de informações sobre o andamento da investigação. Eles pedem para que a prática da dança com fogo em rituais seja proibida, a fim de evitar novas tragédias.

Apesar das tentativas de contato, o pai de santo Beto Silva preferiu não comentar o incidente. Sua esposa, Tatiana Santos, que também é mãe de santo, afirmou que a questão já havia sido resolvida com a família, algo que os pais da jovem negam. “Nada vai trazer minha filha de volta, mas é necessário que haja justiça. Eles não podem ficar impunes”, concluiu a mãe de Mykaella.

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