A ex-ginasta Isabelle Marciniak morreu aos 18 anos após complicações de um linfoma de Hodgkin. A doença atinge o sistema linfático e pode evoluir de forma silenciosa nas fases iniciais. Apesar disso, é considerada um dos cânceres com maiores taxas de cura quando diagnosticada precocemente.
A morte da ex-ginasta Isabelle Marciniak, aos 18 anos, trouxe atenção para o linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que se origina no sistema linfático, responsável pela defesa do organismo. A confirmação foi divulgada pela Federação Paranaense de Ginástica e reacendeu o debate sobre uma doença que, muitas vezes, avança sem sinais claros.
O linfoma de Hodgkin afeta células do sistema imunológico, principalmente os linfonodos, conhecidos como ínguas. Esses gânglios podem aumentar de tamanho sem causar dor, o que faz com que muitos pacientes demorem a procurar atendimento médico. Como o sistema linfático está espalhado por todo o corpo, a doença pode se desenvolver de forma discreta nas fases iniciais.
Uma das principais características desse câncer é a presença das chamadas células de Reed-Sternberg, identificadas por meio de biópsia. Elas funcionam como uma assinatura da doença e permitem diferenciar o linfoma de Hodgkin de outros tipos de linfoma. A partir dessa identificação, os médicos conseguem definir o tratamento mais adequado.
Entre os sintomas mais comuns, além das ínguas indolores, estão febre persistente, perda de peso sem explicação, suor noturno e cansaço intenso. Em alguns casos, pode surgir coceira constante na pele, mesmo sem lesões aparentes. O diagnóstico definitivo é feito por meio da retirada de um linfonodo para análise em laboratório, seguida de exames de imagem para avaliar a extensão da doença.
O tratamento do linfoma de Hodgkin é considerado um dos grandes avanços da oncologia. A base é a quimioterapia, isolada ou combinada com radioterapia. Em situações específicas, podem ser utilizados anticorpos monoclonais, transplante de medula óssea ou, em casos mais raros, terapias mais recentes, como a CAR-T cell.
Segundo especialistas, o linfoma de Hodgkin está entre os cânceres com maiores taxas de cura, especialmente quando identificado precocemente. Por isso, o acompanhamento médico e a investigação de sintomas persistentes são fundamentais. A morte precoce de Isabelle reforça a importância do diagnóstico rápido e do acesso ao tratamento adequado.