O tenente da Rota Ronickson Pimentel, irmão de Eloá Pimentel, permanece internado em estado extremamente grave após ser baleado na cabeça em São Caetano do Sul. A Polícia Militar informou que ele segue na UTI do Hospital Mário Covas. Dois homens suspeitos de prestar apoio logístico ao atentado foram presos, enquanto a polícia continua procurando os autores dos disparos.
O atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel, assassinada em 2008 pelo ex-namorado Lindemberg Alves, mobiliza as forças de segurança de São Paulo desde o último sábado (27). O policial militar foi baleado na cabeça enquanto estava em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, e permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.

Dois suspeitos foram presos por suposta participação no atentado contra o tenente da PM. Foto: Reprodução.
Nesta segunda-feira (29), a Polícia Militar atualizou o estado de saúde do oficial e informou que o quadro continua crítico.
“A Polícia Militar do Estado de São Paulo informa que o Tenente PM Pimentel permanece internado na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. O quadro permanece extremamente grave, sendo acompanhado de forma permanente pela equipe médica”, informou a corporação.
Apesar da gravidade, familiares haviam informado no domingo (28) que o policial apresentou resposta neurológica positiva após a cirurgia de emergência realizada logo depois do atentado.
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Como aconteceu o atentado
O crime ocorreu na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul. Câmeras de segurança registraram o momento em que Ronickson foi atacado.
As imagens mostram o tenente à paisana, parado em uma motocicleta por causa do semáforo, quando dois homens em outra moto se aproximam e efetuam diversos disparos antes de fugir.
Após ser atingido na cabeça, o policial recebeu os primeiros atendimentos ainda no local e foi levado pelo helicóptero Águia da Polícia Militar ao Hospital Estadual Mário Covas, onde passou por cirurgia neurológica de emergência.
Smart Sampa ajudou a identificar rota de fuga
As investigações avançaram com auxílio do sistema Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo.
Segundo a administração municipal, a Divisão de Inteligência (DINT) da Guarda Civil Metropolitana analisou imagens de monitoramento e conseguiu reconstruir o trajeto percorrido pelos criminosos após o atentado.
As câmeras acompanharam a fuga até a comunidade de Heliópolis, na Zona Sul da capital, onde a motocicleta utilizada na ação foi abandonada.
Na sequência, os suspeitos aparecem fugindo a pé, enquanto outros veículos teriam dado apoio antes e depois do ataque.
Ainda de acordo com a prefeitura, a análise permitiu identificar um automóvel que levou um dos envolvidos até a motocicleta utilizada no crime, além de outros carros que acompanharam toda a ação criminosa.
Dois homens foram presos
Com base nas investigações, a Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária de dois homens, de 40 e 52 anos.
Eles foram localizados pela Polícia Militar em Guaianases, na Zona Leste da capital, e encaminhados ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os dois não são apontados como os autores dos disparos, mas teriam prestado apoio logístico aos executores do atentado.
Dois veículos apreendidos com os investigados passarão por perícia no Instituto de Criminalística para auxiliar nas investigações.
Um terceiro homem, de 24 anos, chegou a comparecer ao DHPP acompanhando um dos presos, mas não foi detido.
Quem é Ronickson Pimentel
Ronickson Pimentel integra a Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) desde 2019. Antes disso, foi fuzileiro naval da Marinha do Brasil entre 2006 e 2009 e, posteriormente, ingressou na Polícia Militar de São Paulo, tornando-se oficial após formação na Academia do Barro Branco.
O nome do tenente também ficou conhecido nacionalmente por ser irmão de Eloá Pimentel, jovem de 15 anos assassinada em outubro de 2008 após permanecer cerca de 100 horas em cárcere privado pelo ex-namorado Lindemberg Alves.
Em 2025, Ronickson participou do documentário Caso Eloá: Refém ao Vivo, da Netflix, no qual relembrou o impacto do crime sobre sua família e criticou a condução do caso.
Investigações continuam
O DHPP segue trabalhando para identificar os autores dos disparos e esclarecer a motivação do atentado.
Até o momento, a principal linha de investigação aponta que os criminosos contaram com uma estrutura de apoio para executar a ação e facilitar a fuga. A Polícia Civil ainda busca localizar os atiradores que efetuaram os disparos contra o oficial.
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