As primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, completaram 62 dias desaparecidas na segunda-feira (22). O caso, que mobiliza equipes da Polícia Civil do Paraná desde abril, passou a ser tratado como um possível duplo homicídio, embora os corpos das jovens ainda não tenham sido localizados.
As primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, completaram 62 dias desaparecidas na segunda-feira (22). O caso, que mobiliza equipes da Polícia Civil do Paraná desde abril, passou a ser tratado como um possível duplo homicídio, embora os corpos das jovens ainda não tenham sido localizados.

Reprodução
O principal suspeito é Clayton Antonio da Silva Cruz (39), considerado foragido desde o fim de abril. Ele foi a última pessoa vista na companhia das duas jovens antes do desaparecimento.
Últimos registros mostram jovens com suspeito
As investigações apontam que Letycia e Sttela saíram de Cianorte na noite de 20 de abril em uma caminhonete conduzida por Clayton, que utilizava o nome falso de “Davi”. Câmeras de monitoramento registraram a passagem do veículo por cidades da região, incluindo Jussara, onde Sttela parou para buscar uma mochila em casa.
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Pouco antes da viagem, a jovem publicou uma foto nas redes sociais com a legenda: “Qual será o nosso destino KKKK”. Horas depois, já na madrugada de 21 de abril, o trio foi filmado entrando em uma casa noturna em Paranavaí.
Imagens internas mostram as duas primas circulando pelo local e, em outros momentos, acompanhadas por Clayton. A última conexão de Sttela à internet ocorreu às 3h17 daquele dia. Desde então, as jovens não voltaram a fazer contato com familiares.
Polícia procura Clayton há quase dois meses
Segundo a Polícia Civil, Clayton retornou sozinho para Cianorte entre os dias 22 e 23 de abril. A partir daquele momento, passou a evitar o uso de celular e deixou a cidade novamente. Em 29 de abril, a Justiça expediu mandado de prisão contra ele pelos crimes de roubo e homicídio.
Conhecido pelos apelidos de “Sagaz” e “Dog Dog”, Clayton já possuía um mandado de prisão em aberto por um roubo cometido em 2023 na cidade de Apucarana. A caminhonete utilizada por ele também apresentava indícios de clonagem, segundo a investigação. Atualmente, a polícia trabalha em conjunto com autoridades nacionais e internacionais para tentar localizar o suspeito.
Ex-companheira foi presa por suposto apoio ao foragido
Em maio, uma mulher de 23 anos apontada como ex-companheira de Clayton foi presa temporariamente no interior de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, ela é suspeita de oferecer apoio financeiro e logístico ao investigado durante o período em que ele permaneceu foragido.
A prisão foi autorizada pela Justiça após a apresentação de elementos que indicariam auxílio à fuga. Um celular foi apreendido e encaminhado para perícia. Por conta do sigilo da investigação, detalhes sobre o conteúdo analisado não foram divulgados.
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Buscas foram realizadas em área rural
Na última semana, equipes da Polícia Civil realizaram buscas em uma área rural de Paraíso do Norte, cidade localizada a cerca de 32 quilômetros de Paranavaí.
Segundo os investigadores, denúncias anônimas e informações levantadas durante a apuração indicaram pontos que poderiam conter vestígios relacionados ao desaparecimento das jovens. As autoridades não divulgaram se algum material relevante foi encontrado durante a operação.
Mistério continua sem respostas
Mesmo após mais de dois meses de investigação, ainda não há confirmação sobre o que aconteceu com Letycia e Sttela. Também não foram divulgadas informações sobre o local onde elas estariam, a dinâmica do possível crime ou a participação exata da ex-companheira de Clayton.
Outro ponto que permanece sem esclarecimento é o paradeiro da caminhonete utilizada pelo suspeito. Até o momento, o veículo não foi localizado. A Polícia Civil segue recebendo denúncias anônimas pelos telefones 181, 190 e 197, enquanto mantém as buscas pelo principal suspeito e tenta esclarecer o destino das duas jovens desaparecidas.
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