Pelo menos 7 pacientes morreram após um incêndio de grandes proporções atingir a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Centro de Trauma do Hospital Sawai Man Singh (SMS), o maior hospital público de Jaipur, na Índia, na noite de domingo (4). O fogo começou por volta das 23h20 e só foi totalmente controlado na manhã desta segunda-feira (5).
De acordo com as autoridades locais, três mulheres estão entre as vítimas fatais, e outras três pessoas permanecem em estado crítico.
Pelo menos sete pacientes morreram após um incêndio de grandes proporções atingir a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Centro de Trauma do Hospital Sawai Man Singh (SMS), o maior hospital público de Jaipur, na Índia, na noite de domingo (4). O fogo começou por volta das 23h20 e só foi totalmente controlado na manhã desta segunda-feira (5).
De acordo com as autoridades locais, três mulheres estão entre as vítimas fatais, e outras três pessoas permanecem em estado crítico.
Curto-circuito pode ter causado a tragédia
As primeiras investigações apontam que o incêndio começou no depósito da UTI, onde eram guardados documentos, equipamentos médicos e tubos de coleta de sangue. A principal suspeita é de que um curto-circuito tenha provocado as chamas.
O fogo se espalhou rapidamente, consumindo toda a ala e provocando pânico entre pacientes e funcionários. No momento do incidente, 18 pessoas estavam internadas na UTI e na semi-UTI, sendo que 11 delas estavam na enfermaria onde o incêndio começou.
Caos e desespero no resgate
Equipes do Corpo de Bombeiros chegaram rapidamente ao local, mas a fumaça tóxica e o calor intenso dificultaram as operações de resgate. Pacientes foram retirados às pressas por familiares e profissionais, que chegaram a quebrar janelas e portas para salvar vidas.
Muitos feridos foram atendidos na rua, em leitos improvisados, recebendo oxigênio e primeiros socorros.
“Assim que a fumaça começou a subir, alertamos a equipe, mas ninguém prestou atenção. O fogo levou mais de 20 minutos para consumir toda a enfermaria. Em vez de ajudar os pacientes, os funcionários fugiram”, contou Omprakash, primo de uma das vítimas, Pintu, à agência PTI.
Falhas no sistema de segurança e alarme
Após o controle do fogo, que durou cerca de uma hora e meia, surgiram sérias denúncias de negligência. Segundo relatos, o sistema de alarme de incêndio não funcionou nos primeiros minutos, e houve demora no desligamento do sistema de oxigênio, o que agravou as chamas.
Funcionários também relataram a falta de equipamentos adequados de combate ao fogo, o que facilitou a propagação do incêndio.
Protestos e cobrança por justiça
As famílias das vítimas organizaram protestos em frente ao hospital, acusando a administração de negligência e despreparo.
Durante a visita do ministro-chefe Bhajan Lal Sharma ao hospital, houve confusão e relatos de que a polícia teria empurrado familiares durante o protesto.
O líder estadual declarou:
“Este é um incidente muito triste e preocupante. Medidas rigorosas serão tomadas contra os culpados.”
Sharma determinou a criação de uma comissão de investigação de alto nível para apurar a responsabilidade pelo incêndio e verificar se o hospital possuía equipamentos e protocolos de segurança adequados.
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