O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou estar “profundamente preocupado com a escala e a velocidade” do avanço da epidemia de ebola na República Democrática do Congo.

Foto: Divulgação.
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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou estar “profundamente preocupado com a escala e a velocidade” do avanço da epidemia de ebola na República Democrática do Congo.

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A declaração foi feita durante a assembleia anual dos Estados-membros da OMS, após o aumento expressivo de casos suspeitos e mortes ligadas ao vírus na região africana.

OMS convoca comitê de emergência

Durante o pronunciamento, Tedros confirmou que a entidade convocaria ainda nesta terça-feira (19) um comitê de emergência para discutir novas recomendações temporárias diante do cenário preocupante.

“Vamos convocar hoje o comité de emergência para nos aconselhar sobre recomendações temporárias”, declarou o diretor-geral da OMS.

No último domingo, a Organização Mundial da Saúde classificou o surto como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (PHEIC, na sigla em inglês).

Segundo a entidade, já foram registrados mais de 300 casos suspeitos e ao menos 118 mortes nas províncias de Ituri e Kivu do Norte, na República Democrática do Congo. Outros dois óbitos também foram confirmados em Uganda.

Especialista explica diferença entre ebola e Covid-19

O médico infectologista Jean Gorinchteyn, do Hospital Israelita Albert Einstein e secretário municipal de Saúde de São Bernardo do Campo, afirmou que o comportamento do ebola é diferente do coronavírus responsável pela pandemia de Covid-19.

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Segundo ele, o alerta da OMS tem como objetivo reforçar a vigilância sanitária internacional e impedir a disseminação da doença para outros países.

“Todas as vezes que a Organização Mundial da Saúde faz esse alerta, ela avisa aos países que está acontecendo um surto naquela região e que existem mortes associadas. Isso não quer dizer fechar fronteiras, mas identificar pessoas com febre, dores no corpo, náusea, vômito ou quadros hemorrágicos para impedir que viajem”, explicou.

Objetivo é conter disseminação internacional

Ainda de acordo com Jean Gorinchteyn, a principal preocupação das autoridades sanitárias é evitar que pessoas contaminadas deixem as áreas afetadas e acabem levando o vírus para outros continentes.

O ebola é uma doença viral grave, transmitida pelo contato direto com sangue, secreções ou fluidos corporais de pessoas infectadas, podendo causar febre hemorrágica e apresentar alta taxa de mortalidade.

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