Um tribunal da China sentenciou 11 membros da família Ming à morte, acusados de comandar uma rede criminosa baseada em Mianmar. A decisão foi divulgada pela emissora estatal CCTV, que destacou ainda que outros 28 familiares receberam diferentes penas de prisão.

11 pessoas de uma mesma família são condenados a morte e motivo sombrio espanta (Foto: Reprodução/CCTV)
11 pessoas de uma mesma família são condenados a morte e motivo sombrio espanta (Foto: Reprodução/CCTV)

Um tribunal da China sentenciou 11 membros da família Ming à morte, acusados de comandar uma rede criminosa baseada em Mianmar. A decisão foi divulgada pela emissora estatal CCTV, que destacou ainda que outros 28 familiares receberam diferentes penas de prisão.

Segundo a corte de Wenzhou, 39 pessoas ligadas ao clã foram responsabilizadas por crimes como fraudes em telecomunicações, cassinos ilegais, tráfico de drogas e prostituição, atividades que, desde 2015, teriam movimentado mais de 10 bilhões de yuans (cerca de R$ 7,4 bilhões).

A família Ming fazia parte dos quatro grupos que controlavam a cidade de Laukkaing, na fronteira com a China, transformando o local em um polo de jogos de azar, golpes e tráfico. O território já havia sido apontado pela ONU como um centro de operações de fraude online com uso de “ciberescravos”. Estima-se que mais de 100 mil pessoas tenham sido mantidas em condições análogas à escravidão para aplicar golpes virtuais em vítimas de todo o mundo.

Entre os condenados, 11 receberam pena de morte, cinco receberam sentenças de morte com suspensão de dois anos, 11 foram sentenciados à prisão perpétua, e os demais terão de cumprir entre cinco e 24 anos de reclusão.

A repressão ganhou força depois que Mianmar prendeu integrantes das famílias envolvidas em 2023 e os entregou a Pequim. O patriarca Ming Xuechang teria cometido suicídio antes de ser levado à China.

As condenações são vistas como um recado de Pequim contra os esquemas que prosperaram na fronteira. Apesar do duro golpe, parte das operações migrou para países como o Camboja, embora Mianmar ainda concentre grande parcela dessas atividades.

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