Operação Linha Cruzada prende cinco suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas e crime organizado em São Paulo e no Mato Grosso do Sul. A ação, coordenada pela Dise de Guarulhos, visa desarticular facções com atuação interestadual, segundo o delegado Alexandre Gargano Cavalheiros.
A Polícia Civil de São Paulo prendeu cinco pessoas durante a Operação Linha Cruzada. Deflagrada nesta quarta-feira (8), a ação coordenada pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) tenta desarticular grupos ligados ao tráfico de drogas e crime organizado na Região Metropolitana de São Paulo.
A operação foi realizada pela Polícia Civil de Guarulhos, em conjunto com as autoridades da capital e de outras cidades da região, onde ocorreram quatro prisões ao todo. No Mato Grosso do Sul, a ação prendeu uma pessoa.
O titular da Dise de Guarulhos, delegado Alexandre Gargano Cavalheiros, ligou os presos a uma facção criminosa. “Tem tudo a ver com a organização criminosa. O tráfico não faz fronteira. Eles se comunicam e têm uma rede de apoio e colaboração. Por meio dessa investigação, foi desvendada uma parte dessa rede”, afirmou.
Diversas apreensões
Durante a operação, foram apreendidos R$ 6 mil em espécie, 6 kg de drogas, entre maconha e cocaína, simulacros de armas, 19 celulares, coletes balísticos, anotações e pendrives.
Cavalheiros avaliou positivamente o trabalho feito pelas autoridades, e pregou continuidade ao trabalhos contra o crime organizado. “O tráfico não para, e nós não paramos. Faremos mais operações”, disse.
Mais um passo
De acordo com o delegado seccional de Guarulhos, Waldir Antonio Covino Junior, os resultados obtidos nesta etapa da Operação Linha Cruzada culminam em mais um grande passo na tentativa de desestruturar o crime organizado.
“Essas pessoas são operadoras do tráfico de drogas. Nas fases anteriores, havíamos focado em indivíduos ligados à logística e às rotas de transporte. Agora, a operação mirou nos operadores, que recebem o material e são responsáveis pela destinação aos pontos de venda, que são pessoas num patamar intermediário dessa estrutura”, afirmou Covino.