Após confusão de nomes no Hospital Universitário Onofre Lopes, que levou à realização de um transplante de rim com órgão incompatível, o Ministério da Saúde priorizou ambos os pacientes na lista nacional de transplantes. Eles receberão acompanhamento integral do SUS, incluindo cuidados clínicos, psicológicos e medicamentosos.

Foto: Divulgação/HUOL/Ebserh-UFRN
Foto: Divulgação/HUOL/Ebserh-UFRN

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (24/9) que dois pacientes envolvidos em uma falha médica durante um transplante de rim no Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), em Natal (RN), terão prioridade na lista nacional de transplantes.

O erro ocorreu quando os nomes dos pacientes foram confundidos e o receptor convocado recebeu um rim incompatível com seu tipo sanguíneo. No dia do procedimento, o paciente apresentou rejeição ao órgão e precisou ser levado à UTI, onde o rim foi retirado e não poderá ser utilizado pelo paciente correto.

Segundo o Ministério da Saúde, a medida visa reduzir os prejuízos físicos e emocionais causados pelo incidente. Ambos os pacientes receberão assistência integral do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo acompanhamento clínico, psicológico e medicamentoso. A Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes acompanhará a evolução clínica e todas as medidas adotadas pelo hospital.

A pasta destacou ainda que o Brasil possui o maior sistema público de transplantes do mundo, referência em transparência, equidade e segurança, com mais de 30 mil procedimentos realizados em 2024, recorde histórico.

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