A condenação a 26 anos e 8 meses de prisão do Padre Antonio de Souza Carvalho por estuprar um coroinha em Penápolis (SP) chama atenção para um caso que durou cinco anos. A vítima, que tinha apenas 13 anos quando os abusos começaram, só denunciou o caso depois de adulto e o sacerdote vai recorrer em liberdade.
Um padre de Penápolis, interior de São Paulo, foi condenado a 26 anos e 8 meses de prisão por cometer ao menos dez estupros contra um coroinha. De acordo com a sentença, os crimes aconteceram entre 2009 e 2014, período em que a vítima tinha entre 13 e 18 anos.
O sacerdote, identificado como Antonio de Souza Carvalho, poderá recorrer da decisão em liberdade.
Segundo o processo, o caso teve início quando a vítima, ainda adolescente, mudou-se para a cidade e começou a frequentar a Paróquia Sagrada Família. Com o tempo, ele se tornou coroinha e passou a ser abusado durante os trajetos até as missas.
Os abusos incluíam toques nas pernas e partes íntimas, além de beijos no pescoço. Uma das situações narradas pela vítima ocorreu durante uma viagem a Limeira, onde os dois dividiram o mesmo quarto.
A vítima não denunciou as agressões antes por enxergar o padre como uma figura de autoridade, quase como um “Deus”. Ele só revelou os abusos à igreja após completar a maioridade e, somente no ano passado, denunciou o caso às autoridades.
Questionada, a Igreja Católica informou que o padre está afastado de suas funções e atualmente mora em Lins, mas ainda mantém seu título de sacerdote. A defesa do padre Antonio de Souza Carvalho não se pronunciou até o momento.
