O padre Fábio de Melo negou cobrar para realizar sacramentos após reportagem da Piauí citar supostos cachês em eventos. Segundo ele, apenas apresentações musicais podem envolver remuneração.
O padre e cantor Fábio de Melo se pronunciou publicamente para esclarecer como funciona sua participação em casamentos de pessoas influentes após repercussão de uma reportagem sobre supostos valores cobrados por ele nesse tipo de evento, que podem chegar a R$ 300 mil.
A polêmica surgiu depois de uma matéria publicada pela revista Piauí mencionar que a presença do religioso em celebrações privadas poderia atingir esses valores. Em entrevista à própria publicação, ele afirmou que não cobra para realizar sacramentos da Igreja Católica.
Segundo o padre, cerimônias como casamento, batismo, missa ou confissão não envolvem pagamento. Ele ressaltou que nunca condicionou a realização desses ritos religiosos a qualquer tipo de cobrança.
Fábio de Melo comenta cobranças
A reportagem também citou ocasiões em que o sacerdote esteve presente em eventos sociais. Entre eles, o casamento da apresentadora Sabrina Sato com o ator Nicolas Prattes, realizado em janeiro do ano passado no interior do estado de São Paulo, quando participou da cerimônia que celebrou a união do casal.
Outro episódio mencionado ocorreu em Salvador, na Bahia, durante o casamento da confeiteira Priscilla Diniz com o empresário Joca Abreu Neto. Na ocasião, o religioso subiu ao palco da festa e cantou a música ‘Mal Acostumado’ ao lado do cantor Tatau, vocalista da banda Ara Ketu.
Fábio de Melo explicou, no entanto, que nesse caso participou apenas como convidado e não conduziu qualquer cerimônia religiosa oficial.
Cachês por apresentações musicais
A publicação também destaca que o padre recebe cachês por apresentações musicais, atividade que faz parte de sua carreira artística. Um dos exemplos citados foi um show realizado nas celebrações de Corpus Christi em Capanema, no ano passado, cujo valor teria chegado a cerca de R$ 300 mil.
Apresentações semelhantes também teriam ocorrido durante festas juninas em cidades do interior da Bahia, como Quijingue e Nordestina.
Além das atividades religiosas, o sacerdote mantém carreira consolidada na música e na comunicação. Ele apresenta o programa Direção Espiritual, exibido pela Canção Nova, e também é bastante ativo nas redes sociais, onde compartilha reflexões sobre fé, comportamento e espiritualidade.
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