O padre Márlon Múcio, de 52 anos, recebeu alta hospitalar após passar oito dias internado na UTI por complicações de uma doença raríssima. Conhecido por tomar 315 comprimidos por dia, o religioso celebrou a recuperação em suas redes sociais.
“Tive alta hospitalar. Deus me ama, Deus fala comigo”, publicou ele.
Esta foi a segunda internação recente do sacerdote, que havia deixado a UTI em 11 de setembro, apenas quatro dias antes de ser hospitalizado novamente. A internação anterior, foi motivada por fortes dores e dificuldades para respirar, causadas por uma dobra na parede da traqueia. Em maio, também ficou internado por 16 dias a complicações de sua condição de saúde.
O padre Márlon Múcio, de 52 anos, recebeu alta hospitalar na última segunda-feira(22), após passar oito dias internado Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em São José dos Campos, no interior de São Paulo. O religioso, que convive com uma doença raríssima, celebrou a alta em suas redes sociais:
“Tive alta hospitalar. Deus me ama, Deus fala comigo”, publicou ele.
Esta foi a segunda internação recente do sacerdote, que havia deixado a UTI em 11 de setembro, apenas quatro dias antes de ser hospitalizado novamente. A internação anterior, foi motivada por fortes dores e dificuldades para respirar, causadas por uma dobra na parede da traqueia. Em maio, também ficou internado por 16 dias a complicações de sua condição de saúde.
Enfrentamento da doença
Natural de Carmo da Mata, em Minas Gerais, o padre convive com sintomas da doença desde a infância. Na época, ele precisava lidar com feridas pelo corpo. Aos 7 anos, teve os primeiros sintomas mais graves, como a perda da audição, e precisar passar por uma cirurgia. Aos 14 anos, começou sentir dificuldades para mastigar.
No entanto, o diagnóstico da doença, só veio aos 45 anos, quando já havia ingressado na vida religiosa. Por anos, ele e sua família se submeteram a tratamentos para condições que não possuía. Em 2010, sua saúde se deteriorou, levando-o a utilizar um respirador 24 horas por dia para auxiliar no controle da falta de ar e da fadiga.
Doença rara
Deficiência do Transportador de Riboflavina (RTD), uma condição genética rara e progressiva que afeta os neurônios motores e sensoriais. Ela causa fraqueza muscular e dificuldades para enxergar, ouvir e engolir, além de insuficiência respiratória. A doença é causada pela falta de uma proteína essencial para transportar a riboflavina (vitamina B2) para as células. Apenas cerca de 15 pessoas no Brasil e 350 em todo o mundo têm o diagnóstico.
Legado
Padre define a sua vida como a “luta pela sobrevivência“, e esta declaração, foi tema de um filme, “Milagre Vivo“, que retrata sua história. Para controlar os sintomas, ele chega a tomar 315 comprimidos diariamente.
Também, devido à sua condição e à experiência de vida, o padre fundou um hospital para pessoas com doenças raras em Taubaté, no interior de São Paulo.
