O jovem Arturo Gatti Jr., de 17 anos, foi encontrado morto no México, em circunstâncias semelhantes às da morte do pai, o ex-boxeador Arturo Gatti, que morreu em 2009 em um flat em Porto de Galinhas (PE). O corpo do pai também foi achado em casa, com sinais de ferimentos, em um caso que gerou repercussão internacional e suspeitas de homicídio. A morte do filho, 16 anos depois, chocou fãs e familiares, e a causa ainda não foi divulgada pelas autoridades mexicanas.

Pai de lutador também morreu em condições misteriosas; entenda
Pai de lutador também morreu em condições misteriosas; entenda

A morte do jovem Arturo Gatti Jr., de 17 anos, comoveu o mundo do esporte e reacendeu as lembranças de um dos casos mais misteriosos do boxe internacional. Ele é filho do lendário pugilista Arturo Gatti, ídolo ítalo-canadense, que também foi encontrado morto em um flat. 

De acordo com amigos da família, o corpo foi achado por um vizinho, em circunstâncias muito parecidas com as da morte do pai, ocorrida há 16 anos. O ator e dublê Chuck Zito, amigo próximo de Gatti, lamentou a tragédia.

“É com o coração pesado que eu digo: descanse em paz, Arturo Gatti Jr. Ele foi encontrado da mesma forma que o pai dele, em um apartamento. Meus sentimentos à mãe, irmãos e à filha Sophia.”

A semelhança entre os dois casos impressiona fãs e investigadores. O pai, Arturo Gatti, foi encontrado morto em julho de 2009, em um flat em Porto de Galinhas, no litoral sul de Pernambuco, em condições que até hoje levantam dúvidas.

O corpo do ex-campeão mundial estava caído no meio da sala, trajando apenas cueca, e ao lado havia uma alça de bolsa suja de sangue. Ele apresentava ferimentos no pescoço e na cabeça. A esposa, Amanda Rodrigues, afirmou à polícia que havia encontrado o marido sem vida.

Contradições e reviravoltas

O caso, no entanto, foi cercado por contradições e reviravoltas. A princípio, Amanda chegou a ser presa por homicídio, mas acabou liberada. Ainda assim, a família de Gatti contestou o resultado, alegando que o boxeador foi assassinado por interesse financeiro, já que o testamento havia sido alterado pouco antes da morte, beneficiando a esposa e o filho.

Anos depois, peritos particulares contratados pela família indicaram sinais de “ação homicida”, mas o Ministério Público de Pernambuco manteve a conclusão, encerrando o caso em 2012.

Agora, a morte de Arturo Gatti Jr. reacende as especulações e a dor de uma tragédia que atravessa gerações. O jovem tinha apenas 10 meses de vida quando o pai morreu. As autoridades mexicanas ainda não divulgaram a causa oficial da morte.

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