Horas antes do velório de Lara, menina de 8 anos morta pela madrasta em Valpaços, no distrito português de Vila Real, o pai da criança, Carlos, falou com diversos veículos de imprensa. Embora tenha pedido que as conversas não fossem gravadas, parte de suas declarações acabou sendo divulgada por emissoras de televisão.

(Foto: Reprodução)
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Horas antes do velório de Lara, menina de 8 anos morta pela madrasta em Valpaços, no distrito português de Vila Real, o pai da criança, Carlos, falou com diversos veículos de imprensa. Embora tenha pedido que as conversas não fossem gravadas, parte de suas declarações acabou sendo divulgada por emissoras de televisão.

Madrasta matou menina de 8 anos em Portugal. Reprodução/TV

Abalado pela morte da filha, Carlos afirmou que não reconhece mais a companheira, apontada pelas autoridades como responsável pelo crime. “Ela não é minha mulher. Agora, é uma desconhecida”, declarou. Segundo relatos reproduzidos pela imprensa local, o pai também afirmou que “o que ela fez não tem perdão” e que “ninguém pode tirar-me esta dor”.

Morte de menina pela madrasta chocou Portugal

O caso chocou Portugal após a descoberta do corpo da menina em uma área da Serra da Padrela, no município de Vila Pouca de Aguiar. De acordo com a investigação, a madrasta, Eulália, de 48 anos, confessou o homicídio à Polícia Judiciária e indicou o local onde havia deixado o cadáver. A suspeita relatou ter matado a enteada por asfixia.

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As autoridades acreditam que o crime foi planejado. A apuração aponta que, na manhã de quarta-feira (17), Lara chegou a embarcar normalmente no transporte escolar. No entanto, a madrasta teria ido até a escola antes do início das aulas e convencido a criança a sair do local alegando que ela passaria por uma consulta médica. Inicialmente resistente, a menina teria aceitado acompanhá-la após a promessa de receber um lanche.

Madrasta confessou o crime

Conforme as autoridades, a suspeita afirmou em um primeiro momento apenas que havia levado a criança para uma região de serra. A confissão do homicídio ocorreu somente durante a madrugada de quinta-feira (18), quando ela revelou aos investigadores onde estava o corpo da vítima.

Segundo as informações preliminares da investigação, a mulher relatou ter utilizado as mãos para sufocar a menina. A dinâmica exata do crime ainda será esclarecida pelos laudos periciais.

Crime teria sido motivado por conflitos familiares

Os investigadores trabalham com a hipótese de que o assassinato tenha sido motivado por conflitos familiares. O relacionamento entre Eulália e Carlos seria marcado por discussões frequentes e períodos de separação. Uma das linhas de investigação também considera que um desentendimento recente entre Lara e o filho da suspeita possa ter agravado as tensões dentro da família.

Nesta sexta-feira (19), Eulália foi submetida a audiência de custódia e teve a prisão preventiva mantida pela Justiça portuguesa

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