Um homem de 21 anos foi preso suspeito de matar o próprio filho, de 2 anos, em Sorriso, no Mato Grosso. A criança chegou a ser levada ao hospital, mas morreu após tentativas de reanimação. No local, foi encontrada uma carta de despedida atribuída ao pai.
Um homem de 21 anos foi preso na noite de sexta-feira (2) suspeito de matar o próprio filho, de 2 anos, em uma residência no bairro Vila Bela, em Sorriso, a cerca de 420 quilômetros de Cuiabá. A vítima foi identificada como Davi Lucca da Silva Lemos.
De acordo com a Polícia Militar, moradores acionaram as autoridades após ouvirem barulhos vindos do imóvel e perceberem que ninguém atendia à porta. A residência foi arrombada e, no interior do quarto, vizinhos encontraram o suspeito e a criança desacordados. No local, também foi localizada uma carta de despedida escrita à mão.
A criança foi socorrida e encaminhada ao Hospital Regional de Sorriso em estado grave. Segundo a equipe médica, o menino chegou desacordado e passou por cerca de 30 minutos de tentativas de reanimação, mas não resistiu. A morte foi confirmada ainda na unidade hospitalar.
A mãe da criança, Maria Vitória da Silva, relatou à polícia que estava separada do suspeito havia cerca de duas semanas. Segundo ela, o homem demonstrava irritação após saber que ela havia iniciado um novo relacionamento. Pouco antes do ocorrido, ela recebeu mensagens do suspeito e tentou contato telefônico, sem sucesso.

Carta do suspeito de ter matado filho de 2 anos
Mais detalhes da Polícia Militar:
Ainda conforme a Polícia Militar, tanto na carta quanto nas mensagens enviadas à mãe, o suspeito afirmou que levaria o filho consigo. Após atendimento médico, o homem recebeu voz de prisão e apresentava falas desconexas, além de uma lesão no pescoço.
Na carta deixada no local, o suspeito assume a culpa pelo ocorrido, pede desculpas e se refere ao filho como o “presente de Deus” do casal. O texto também menciona o atual relacionamento da mãe da criança. O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Sorriso e permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, com apoio da Politec.
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