Um pai encontrou o filho de 14 anos e a ex-companheira mortos dentro de casa, em Taubaté (SP), após estranhar que o adolescente não respondeu a uma mensagem enviada pela manhã. A Polícia Civil investiga o caso e trabalha, inicialmente, com a hipótese de homicídio seguido de suicídio, mas aguarda os laudos periciais para confirmar a dinâmica dos fatos.
Um pai encontrou o filho de 14 anos e a ex-companheira mortos dentro da própria casa, na tarde de segunda-feira (13), em Taubaté, no interior de São Paulo.

Pedro Takemoto Arantes Machado, de 14 anos (Foto: Reprodução)
A tragédia foi descoberta depois que Sandro Oliveira Machado estranhou o fato de o adolescente, Pedro Takemoto Arantes Machado, não responder a uma mensagem de “bom dia” enviada pela manhã.
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Mensagem não foi recebida pelo filho
De acordo com o boletim de ocorrência, Sandro é funcionário do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos, e mantinha contato frequente com o filho.
Na manhã de segunda-feira, ele enviou uma mensagem ao adolescente, mas, além de não receber resposta, percebeu que a mensagem sequer havia sido entregue. A situação despertou preocupação imediata.
Pai foi checar
Ao encerrar o expediente, por volta do meio-dia, o homem deixou São José dos Campos e seguiu até a residência da família, em um condomínio localizado no bairro Bonfim, em Taubaté, para verificar o que havia acontecido.
Quando chegou ao imóvel, às 12h47, encontrou a porta destrancada. Ao subir para o pavimento superior da casa, se deparou com os corpos do filho, Pedro Takemoto Arantes Machado, de 14 anos, e da esposa, Silvia, já sem vida.
Desesperado, Sandro pediu ajuda. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas apenas puderam constatar os óbitos. A Polícia Militar isolou a residência para o trabalho da Polícia Científica e da Polícia Civil, que iniciaram a investigação.
Depoimento
Em depoimento, o pai contou que havia deixado a casa na sexta-feira (10), quando o casal iniciou oficialmente o processo de separação. Na noite de domingo (12), ele buscou o filho em uma festa de aniversário e o deixou na portaria do condomínio por volta das 21h. Foi a última vez que viu o adolescente.
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Problemas no relacionamento
Segundo o boletim de ocorrência, o relacionamento do casal vinha passando por um período de desgaste, principalmente em razão de dificuldades financeiras. Ainda conforme o registro policial, Silvia enfrentava problemas de saúde mental.
De acordo com o relato prestado à Polícia Civil, ela havia sido diagnosticada com transtorno esquizoafetivo, fazia acompanhamento médico e utilizava medicamentos controlados.
Diagnóstico de transtorno esquizoafetivo
O marido afirmou que a esposa nunca havia apresentado comportamento agressivo contra familiares, mas sofria episódios de mania persecutória relacionados à doença.
A investigação considera, de forma preliminar, a hipótese de homicídio seguido de suicídio. No entanto, a Polícia Civil informou que a conclusão oficial dependerá dos resultados dos exames periciais e da continuidade das diligências.
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