O Ministério Público do Paraná denunciou o homem preso por chutar o rosto da própria filha, de 3 anos, em Sarandi, no norte do estado. Além dos crimes de tortura e lesão corporal em contexto de violência doméstica, o MP pediu que o investigado continue preso preventivamente. Segundo as investigações, as agressões faziam parte de uma rotina de castigos físicos e psicológicos impostos aos filhos.

Pai chutando a filha de  3 anos (Foto: reprodução)
Pai chutando a filha de 3 anos (Foto: reprodução)

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou criminalmente o homem preso após ser flagrado chutando o rosto da própria filha, de 3 anos, em via pública, na cidade de Sarandi, no norte do estado. Além da denúncia pelos crimes de tortura e lesão corporal em contexto de violência doméstica, o órgão solicitou à Justiça a manutenção da prisão preventiva do investigado.

Foto:  Polícia Civil

O caso ganhou repercussão nacional após imagens de câmeras de segurança registrarem a agressão, ocorrida em 5 de julho. O vídeo mostra o homem caminhando com os filhos quando desfere um chute contra a menina, que cai imediatamente no chão.

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Durante depoimento à Polícia Civil, o investigado afirmou que “perdeu a cabeça” em razão do choro da filha.

Ministério Público aponta rotina de agressões

De acordo com a denúncia apresentada pelo MPPR, a violência não se restringia ao episódio registrado pelas câmeras.

As investigações apontaram que o pai submetia os filhos a uma rotina de agressões físicas e psicológicas como forma de punição, caracterizando um ambiente de violência contínua dentro de casa.

Segundo o Ministério Público, os castigos eram frequentes e extrapolavam qualquer medida disciplinar, colocando as crianças em situação de sofrimento físico e emocional.

Castigos incluíam ajoelhar sobre milho e tampinhas

Entre as práticas descritas na denúncia, as crianças eram obrigadas a permanecer ajoelhadas sobre tampinhas de garrafas PET e grãos de milho.

Para o Ministério Público, esses castigos configuram práticas cruéis, degradantes e incompatíveis com o dever de proteção que deve ser exercido pelos responsáveis legais.

As condutas foram enquadradas como elementos que reforçam a acusação de tortura.

MP pede manutenção da prisão preventiva

Ao formalizar a denúncia, o Ministério Público também requereu que o investigado permaneça preso preventivamente durante a tramitação do processo.

Agora, caberá ao Poder Judiciário analisar a denúncia e decidir se ela será recebida. Caso isso ocorra, o homem passará oficialmente à condição de réu e responderá pelos crimes de tortura e lesão corporal praticados em contexto de violência doméstica contra a própria filha.

Caso segue sob acompanhamento

O caso continua sendo acompanhado pelas autoridades responsáveis pela proteção da criança e do adolescente.

As investigações buscam esclarecer toda a extensão das agressões sofridas pelas crianças e garantir a responsabilização do investigado, caso as acusações sejam confirmadas pela Justiça.

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