A FIFA e o presidente da entidade, Gianni Infantino, passaram a responder a um processo de aproximadamente R$ 5 bilhões nos Estados Unidos após eliminação de seleção na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026.

Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA). (Reprodução / Wikimedia)
Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA). (Reprodução / Wikimedia)

A FIFA e o presidente da entidade, Gianni Infantino, passaram a responder a um processo de R$ 5,2 bilhões nos Estados Unidos após eliminação do Irã na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026.

Seleções do Irã e do Egito em campo. (Reprodução | X / Hatam Shiralizadeh)

A ação foi apresentada por Lotfollah Kaveh Afrasiabi, cidadão irano-americano que afirma representar cerca de 91 milhões de iranianos. Segundo o autor do processo, a entidade máxima do futebol teria cometido atos de discriminação contra a seleção iraniana durante a competição.

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Processo contesta gol anulado pelo VAR

De acordo com a ação protocolada no Tribunal Federal de Boston, o principal motivo da disputa judicial foi a anulação de um gol marcado por Khalilzadeh nos acréscimos da partida entre Irã e Egito.

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O lance, que poderia garantir a vitória e a classificação iraniana para as oitavas de final, acabou invalidado após revisão do árbitro de vídeo (VAR), que identificou impedimento do jogador. Para Afrasiabi, a decisão teria provocado danos emocionais à população iraniana. Segundo o processo, a anulação do gol representou um episódio de “discriminação flagrante” contra a seleção do país.

Autor afirma representar milhões de iranianos

Lotfollah Kaveh Afrasiabi, de 68 anos, é ex-professor da Universidade de Harvard e também atuou como conselheiro da equipe de negociações nucleares do Irã durante o governo do então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Na ação, ele pede uma indenização de 850 milhões de euros, valor equivalente a cerca de R$ 5 bilhões.

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FIFA também é acusada de prejudicar preparação do Irã

Além da reclamação envolvendo a arbitragem, o processo afirma que a FIFA não garantiu igualdade de condições para a preparação da equipe iraniana durante o Mundial. Segundo o documento, devido às restrições impostas ao país, a seleção precisou realizar sua preparação no México e foi obrigada a entrar e deixar os Estados Unidos no mesmo dia em que disputava as partidas, situação que, segundo o autor, prejudicou o desempenho da equipe.

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