Um casal foi condenado a 20 anos de prisão após torturar a própria filha, de apenas 2 anos, até a morte em Komsomolsk-on-Amur, na Rússia. O caso gerou revolta no país pela extrema crueldade cometida contra a criança, identificada como Sonya.
Um casal foi condenado a 20 anos de prisão após torturar a própria filha, de apenas 2 anos, até a morte em Komsomolsk-on-Amur, na Rússia. O caso gerou revolta no país pela extrema crueldade cometida contra a criança, identificada como Sonya.

Pais são condenados após manter filha de 2 anos em ‘caixão’ e deixá-la morrer de fome (Foto: Reprodução)
Segundo informação do jornal The Sun, os pais, identificados como Ekaterina e Ilya foram considerados culpados pelos crimes de tortura, cárcere privado e homicídio qualificado com “particular crueldade”.
Criança era mantida presa em caixa semelhante a um caixão
Segundo as investigações, o casal construiu uma pequena caixa com tampa, semelhante a um caixão, onde a menina era mantida presa por até dois dias consecutivos durante um período de cerca de cinco meses.
De acordo com informações apresentadas no Tribunal Regional de Khabarovsk, a criança não conseguia sequer ficar em pé ou sentar dentro do espaço apertado.
“A criança não conseguia se mover, ficar em pé ou sequer sentar”, apontou o relatório apresentado durante o julgamento.
Ainda segundo os promotores, os pais negligenciavam completamente os cuidados básicos da filha, mantendo a menina em ambiente insalubre e sem ventilação.
Menina morreu por desnutrição severa
As autoridades afirmaram que Sonya era privada de comida e água regularmente. Em alguns momentos, recebia apenas pequenas quantidades de alimento, insuficientes para sobreviver.
“Os conviventes negligenciaram os cuidados e a higiene da criança, mantendo-a em condições insalubres”, destacou o Ministério Público.
O laudo apontou que a menina morreu em decorrência de desnutrição proteico-energética grave. Quando faleceu, ela pesava menos de 10 quilos.
As investigações revelaram ainda que os abusos começaram em junho e se intensificaram nos meses seguintes. No fim de outubro, a criança já estava extremamente debilitada, sem forças sequer para chorar.
Pais confessaram crime
Durante o julgamento, o casal admitiu os crimes e declarou que a filha era “indesejada”. Segundo eles, a menina os “irritava” ao se movimentar pelo pequeno apartamento onde viviam.
Após a morte da menina, os pais tentaram esconder o crime alegando que a criança teria morrido por doença. No entanto, familiares desconfiaram da situação e acionaram as autoridades.
O pai foi condenado a cumprir pena em uma colônia penal de regime estrito. Já a mãe foi enviada para uma colônia penal de regime geral.
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